Pedro Sampaio lidera o movimento. As visualizações semanais do DJ e produtor saltaram de 706.316 para 1.129.504, crescimento de 60% e mais de 423 mil views adicionais. Jota Quest vem em seguida, passando de 438.429 para 566.303 visualizações por semana, avanço de 29,2%.
O crescimento também aparece entre outros nomes do line-up. Capital Inicial avançou 13,6%, chegando a 495.660 visualizações semanais; Maroon 5 cresceu 10%, alcançando 448.821 views no Brasil; e Elton John registrou alta de 5,6%, com 292.739 visualizações.
A janela da mídia abre antes dos portões
Para o mercado publicitário, esse crescimento pré-evento amplia a janela de investimento à medida que o interesse por artistas, videoclipes e músicas cria pontos de contato com o público antes mesmo do início das apresentações. Para Carolina Tuttoilmondo, VP de Vendas da US Media, o principal erro do mercado ainda está no timing. Grandes shows ainda são tratados como um único momento, quando, na prática, já operam como ciclos completos de atenção. “Quem ativa só no dia do evento concentra a estratégia no pico de atenção e ignora toda a construção de interesse que acontece antes e a continuidade que vem depois. Quando a audiência já cresce quase 60% às vésperas do festival, é um sinal de que a oportunidade de mídia começou muito antes”, avalia Carolina.
O comportamento acompanha a transformação na maneira como o público consome grandes festivais. Segundo a pesquisa Music Festival BrandEvaluator, da Kantar Brasil, 70% dos brasileiros entrevistados acompanham esses eventos pelas transmissões ao vivo na TV, 54% pelas transmissões online e 42% pelos conteúdos publicados nas redes sociais dos próprios festivais.
Na prática, a experiência se espalha por diferentes telas e formatos, ampliando os espaços em que os anunciantes podem se conectar ao público. A música passa, assim, a ocupar um papel que vai além das cotas tradicionais de patrocínio ou da presença física no evento, acompanhando o consumo dos fãs em diferentes momentos e ambientes.
“Com a atenção cada vez mais fragmentada, diversificar a mídia se tornou essencial. Mais do que estar em diferentes canais, o desafio das marcas é entender o papel de cada um deles e combiná-los de forma estratégica para construir relevância junto à audiência”, conclui a executiva.






















