• MCE rompe com Loterj e Rio de Prêmios sai de cena, substituído pela premiação Cap Mania

    Dois anos e meio depois de relançado, o sorteio Rio de Prêmios volta a sair do ar.

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    Em post no seu canal oficial do Instagram, a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) veio a público protestar por a empresa MCE Intermediações e Negócios Ltda., após o sorteio realizado no domingo, 26/11, — com transmissão pela Record Rio — ter tirado a marca do ar em todos os seus canais, substituindo-a pela de um outro produto, o Cap Mania. No qual, diz a Loterj, ela não tem qualquer participação ou autorização.

    Sem ter sido comunicada previamente, a Loterj declarou estar tomando “as medidas administrativas e judiciais cabíveis”.

    O Rio de Prêmios, marca que nasceu com a empresa Hebara há 16 anos, já foi anunciante com boa presença em agências do Rio, inclusive com diplomas em premiações, conquistados pela 11:21. Até há pouco tempo, a conta esteve com a agência Bartô, mas, nos últimos meses, passou a ter criação interna na MCE.

    Em conversa com a Janela, o responsável pela operação da MCE para as premiações cariocas, Haneman Alves Mendes, revela que a parceria com a Loterj — cujo contrato deveria garantir os sorteios no ar até 2025 — se tornou inviável após a decisão da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, sócia do projeto, ter se retirado e deixado de fazer aportes de capital, inclusive para o pagamento de funcionários.

    A atitude da Santa Casa de Lisboa, pelo que revelou matéria do correspondente Vicente Nunes, publicada no Correio Braziliense,  seria por a instituição estar sendo alvo de uma auditoria realizada pela multinacional BDO, após seu nome vir a público envolvido em investigações do Ministério Público brasileiro, por conta da relação com os jogos da Loterj.

    Haveria, inclusive, um grande passivo da MCE — e, em conjunto, da Santa Casa de Lisboa –, com a Receita Federal brasileira, em impostos não recolhidos.

    Filantropia premiável

    O Cap Mania, diferentemente do Rio de Prêmios, explica Haneman Mendes, não é uma loteria, e sim um título de capitalização da modalidade “Filantropia Premiável”. O sistema tem como princípio o consumidor contribuir para entidades beneficentes, concorrendo assim ao sorteio de prêmios.

    A operação do Cap Mania — que também ter Haneman à frente — é assinada legalmente pela ViaCap, empresa sediada em Porto Alegre e que opera com a razão social Via Capitalização S.A. e o CNPJ 88.076.302/0001-94.

    Os sorteios do Cap Mania seguirão sendo transmitidos pela Record Rio, aproveitando os horários comprados anteriormente. E Haneman informa à Janela que, no momento, está em conversas com agências do Rio de Janeiro para definir qual delas poderá assumir a comunicação publicitária do produto.

    A Janela já solicitou à Loterj um posicionamento se pretende abrir nova licitação para se manter no segmento de sorteios, como aconteceu com o Rio de Prêmios.

    Como a marca Rio de Prêmios havia sido vendida pela Hebara para a MCE, difícil imaginar que ela poderá voltar à cena carioca através de uma operadora concorrente.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, Rádio Tupi FM, TV S e TV E.

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    Discussão

    1. Alexander

      Olá com Rio de prêmio e com essa briga de feia eu ja nem comprava e agora não compro mas.

    2. Alexander

      Olá eu ja tinha muito tempo q eu nao comprava o rio de prêmio , ágora com essa briga to fora.

    3. Antonia

      Lamento ,muitos anos de rio de prêmio, tinha grande credibilidade no mercado, enfim o.pior é que não explicam nada para os consumidores, deixando -os sem nada entender

    4. Andreia

      Com essa briga interna. Os bilhetes que seriam sorteados no dia 25.11 sumiram junto com a mudança sem aviso da marca Rio de prêmios.
      Não se tem acesso

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