O impacto da Inteligência Artificial (IA) sobre hábitos, decisões de consumo e modelos de negócio será o foco da palestra que Lucas Daibert, sócio e VP de Estratégia da Binder, apresentará no dia 6 de agosto, durante a 6ª edição do Rio Innovation Week (RIW), encontro global de tecnologia, inovação e negócios, que acontece entre os dias 04 e 07 de agosto, no Rio de Janeiro.
Com o tema ‘Apocalotimismo: 5 insights sobre o futuro que vão do apocalipse ao otimismo’, a apresentação propõe uma reflexão sobre como pessoas e empresas podem compreender os riscos e as oportunidades associados ao avanço da tecnologia e assim tomar decisões mais conscientes.
Future Thinker e curador de missões de conhecimento em alguns dos principais festivais de inovação do mundo, Daibert utiliza o termo ‘Apocalotimismo’ para sintetizar a convivência entre o temor e o otimismo provocados pelo desenvolvimento exponencial da tecnologia.
“A Inteligência Artificial carrega dois futuros dentro dela. Um é o da abundância, com mais criatividade, produtividade, acesso ao conhecimento e soluções para problemas que pareciam impossíveis. O outro é o da dependência, com menos pensamento crítico, mais manipulação, mais concentração de poder e mais obsolescência humana. O assombroso é que os dois caminham juntos e estão sendo construídos ao mesmo tempo”, afirma.
Ao longo da apresentação, Daibert mostrará por que compreender apenas a tecnologia já não é suficiente. Para ele, empresas e gestores precisam observar como a IA está transformando hábitos, desejos, relações de consumo e processos de decisão.
Entre os temas abordados estarão a construção de uma cultura de inovação mais aberta a testes e experimentações, o fortalecimento de marcas capazes de estabelecer conexões genuínas com seus públicos e a importância de desenvolver relações consistentes com clientes, fornecedores, influenciadores, parceiros e outros participantes do ecossistema de negócios.
Em um ambiente no qual algoritmos e agentes de IA terão influência crescente sobre as escolhas de consumo, essas estratégias poderão ajudar as empresas a preservar sua relevância e a não se tornarem reféns das tecnologias que passarão a intermediar compras e decisões.
Daibert também destacará que, à medida que a IA se tornar mais abundante e acessível, o elemento humano continuará sendo o principal fator de diferenciação. Criatividade, repertório, pensamento crítico, capacidade de interpretar mudanças culturais e de construir relacionamentos serão ativos cada vez mais relevantes para as organizações.
“A IA é copiável, padronizada e digital. Já aquilo que torna um negócio único diante de seus concorrentes não pode ser replicado. No fim das contas, quem fará a diferença para uma empresa prosperar serão as pessoas, para além da IA”, conclui Daibert.
A palestra integra a programação do RIW e convida líderes, empreendedores e profissionais a refletirem sobre como construir organizações mais preparadas para um cenário em que a Inteligência Artificial será cada vez mais presente, mas em que o diferencial competitivo continuará sendo essencialmente humano.





















