• Morre Ronaldo Conde, redator, atendimento e ex-presidente do Clube de Criação

    Faleceu no Rio, na madrugada desta sexta-feira, 09/06, o publicitário Ronaldo Conde, aos 72 anos.

    Ele não resistiu a complicações de um transplante do coração e um transplante de rim feitos em maio último, como tentativa de solucionar seus problemas cardíacos de longa data.

    Ronaldo Conde nasceu em 30 de setembro de 1950 e formou-se em comunicação pela PUC-Rio em 1971, com extensão em marketing pela Fundação Getúlio Vargas em 1972.

    Ronaldo Conde em 1978
    Em 1978, com 27 anos, participando do Encontro Nacional de Criação, Ronaldo Conde já se posicionava na política da atividade.

    Começou a carreira profissional em 1970, na Grant Adverting, onde ficou até 1974, tendo chegado a diretor de criação. Foi redator e diretor de criação na SSC&B:Lintas (1974/1975), MPM (1975/1980), Almap/BBDO (1980/1993) e Pubblicità Esquire & Alliance (1993/1996).

    A partir de 1996, migrou para o atendimento. Na V&S, atuou de 1996 a 1997 como diretor de projetos especiais, entrando na Propeg Rio (depois Quê/Next, depois Quê) em 1997, onde ficou, como diretor de atendimento, até 2005.

    Entre os principais prêmios, Medalha de Ouro no Festival de Nova York em 1983, Leão de Bronze em 1982 para Casas Pernambucanas, com o filme “Trenzinho”, GP do Festival da ABP em 1984, Executivo do Ano da ABP em 1991 e Profissional do Ano do Prêmio Colunistas Rio de 1998.

    Entre 1980 e 1981 foi presidente do Clube de Criação do Rio de Janeiro (CCRJ).

    No início de 2006, abriu a agência 11/21, em associação com Manoel Arthur Villaboim, empresário dono da empresa de promoção Expomídia, e com o diretor de criação Gustavo Bastos. Em 2011, até por conta de seus problemas cardíacos, desligou-se da empresa.

    Gustavo Bastos, sobre Conde, declarou: “Vivemos muitos momentos inesquecíveis que vão ficar comigo pra sempre. Sei que ele era bom disso e lutou muito até o fim. Muito triste. Muito amor envolvido.”

    Em janeiro de 2012, Conde entrou na Casa da Criação, como diretor associado responsável por novos negócios, até se desligar, em 2013, para atuar como consultor independente.

    Em 2020, ele editou o livro “Casos K – O lado humano do marketing e outras histórias”, escrito pelo publicitário Antonio Kriegel, que havia sido seu cliente na Pepsi.

    Flamenguista doente, chegou a jogar no time de basquete do rubro-negro, quando novo. Bem humorado — aliás, com comentários sempre bastante afiados — Ronaldo era bem o que o carioca classifica de “figuraça”. Como pelo uso de bordões, como seu clássico “Fala, garoto”, quando alguém se dirigia a ele.

    Ronaldo Conde deixa a viúva Angelina Vargas. E seis filhos de casamentos anteriores, os três últimos com a publicitária Paula Lagrotta. O filho mais velho, Marcelo Conde, o Condinho, também é publicitário de criação, hoje atuando na publicidade espanhola.

    Paula Lagrotta comentou que, “apesar da imensa tristeza, é bom lembrar do cara que não deixou nada por fazer e adorava dizer que, um dia, ia morrer de tanto viver”.

    O velório de Ronaldo Conde acontecerá no sábado, 10/06, das 13:00h às 15:00h, na capela B Premium do Crematório do Caju.

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    Marcio Ehrlich

    Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, Rádio Tupi FM, TV S e TV E.

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    Discussão

    1. Washington

      Uma pessoa de personalidade forte grande profissional . que Deus conforte os seus nesta hora.
      Estou triste com esta noticia.

    2. Mario Barreto

      Eita! Fui pego de surpresa com a notícia da morte do meu amigo Ronaldo Conde. Eu nem sabia que ele estava doente, muito menos de coisas gravíssimas como escreveu o Marcio Ehrlich, como transplante de coração e rim.

      Ronaldo trabalhou com mamãe na Grant, um dos últimos por lá, e por conta disso, tínhamos uma ligação especial. Mamãe não gostava muito dele, kkkk, mas ele lembrava dela com carinho.

      Em nossa vida profissional cruzei centenas de vezes com ele, na Almap, onde ele reinou no casarão, na Propeg quando fomos vizinhos no Rio Sul, na 11:21 e na Casa da Criação. Sempre o mesmo cara, sempre nos demos muito bem, e quando discordamos, concordamos em discordar e bola prá frente.

      Realmente estava já sem vê-lo tem um bom tempo, mas esperava contar com ele por aí. 72 anos não é velho, certamente eu esperava por mais. Espero para mim, espero para os meus amigos.

      Neste mundo doido em que vamos vivendo, é mais um dos bons, dos que viveram um mundo melhor, se vai. Ronaldo, junto com mais um monte de amigos, viveu um Rio de Janeiro muitíssimo maior, mais rico e melhor, especialmente na publicidade e propaganda. Somos todos, os mais antigos, merecedores de maiores créditos e relevância pelo incrível trabalho que fizemos e que é desconhecido para os novos profissionais que aí estão crescendo.

      Fico triste, penso em nossa batata assando, penso que precisamos nos encontrar mais, sabermos mais uns dos outros, para não levarmos mais sustos como este.

      Rezarei por sua alma, que ele faça uma passagem tranquila e que sua família fique em paz. As certezas da vida são a morte e os impostos. Conde não pagará mais impostos. Amém.

    3. Andreia Freitas

      Ronaldo Conde sempre foi uma pessoa muito acessível a qualquer tempo. Triste noticia!

    4. Elaine Wermelinger

      Ronaldo Conde foi um excelente professor de publicidade e propaganda na Universidade Gama Filho entre 1973 e 1976. Fui sua aluna. Que pena que foi embora tão cedo.
      Elaine Wermelinger

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