De olho nisso, Simone Bispo, CEO da Bishop Creators, aponta que o segmento precisa superar a dependência de métricas de vaidade, como contagem de seguidores e taxas de engajamento superficiais, se quiser de fato construir autoridade e conexões reais com o público. Segundo a publicitária, campanhas planejadas exclusivamente com base no alcance numérico estão fadadas ao fracasso, pois a verdadeira influência se mede pelo impacto e pela capacidade de gerar movimento.
A visão da executiva é respaldada por sua própria bagagem no mercado. Mesmo quando contava com uma base de apenas cinco mil seguidores no Instagram, sua relevância e domínio técnico a levaram a ser contratada por duas grandes indústrias farmacêuticas para liderar uma campanha de conscientização sobre dermatite atópica.

Com um histórico que acumula passagens por grandes agências do país, como BETC Havas, Jotacom, Publicis e VMLY&R, Simone fundou a Bishop Creators após liderar com sucesso uma gestão de crise para a influenciadora Maju Santos. Atualmente, a operação conta com mais de 10 criadores de conteúdo e assina campanhas para marcas globais e nacionais, além de prestar suporte estratégico, curadoria e gestão para agências parceiras.
Olhando para o futuro breve, a publicitária sinaliza que a responsabilidade social, a diversidade no ecossistema de criadores e o compromisso com a qualidade do conteúdo serão os pilares de sustentação das marcas. A proposta defende um distanciamento do formato baseado apenas em reprodução de tendências passageiras ou no estímulo ao consumo desenfreado.
O panorama de transformação do setor também engloba a diversificação de plataformas, a democratização do acesso à informação, o papel regulador do CONAR e o amadurecimento do marketing de afiliados. Como aposta estratégica, Simone prevê a perda de fôlego dos criadores de conteúdo gerado pelo usuário (UGC) nos próximos dois ou três anos, abrindo espaço para a valorização de narrativas proprietárias e experiências de consumo genuínas.
E você, concorda?





















