• Primavera deve movimentar R$ 8,4 bilhões e aquecer o mercado publicitário carioca

    O turismo no Rio de Janeiro vive um momento de consolidação de marca que desafia a tradicional sazonalidade do setor. Após registrar números expressivos no inverno, a cidade entra na primavera de 2026 com uma estratégia clara de live marketing e posicionamento de destino: transformar a estação em um período de alta atividade por meio de um calendário robusto que une cultura, esporte e gastronomia.
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    Essa estratégia de atração deve gerar um impacto econômico de 8,4 bilhões de reais na economia carioca entre os dias 22 de setembro e 21 de dezembro. A projeção foi desenvolvida pela Riotur em parceria com as secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e de Turismo.
    Na visão da empresa de turismo, a cidade vem conseguindo construir um ecossistema de entretenimento que funciona o ano inteiro. A estratégia consiste em criar múltiplos pontos de contato e diferentes motivos de conexão com o público, o que mantém a cadeia de turismo aquecida e estende o desejo pela marca Rio para além do verão.
    Os dados de mercado que sustentam as projeções atuais vêm do desempenho da primavera de 2025. Naquele período, o Observatório do Turismo Carioca registrou a presença de 3,24 milhões de visitantes. Desse total, o público nacional representou a maior fatia do market share, com 71,8% (2,7 milhões), enquanto o turismo internacional respondeu por 28,2% (509,9 mil).
    Para a Secretaria de Turismo, o crescimento constante do fluxo aponta para a força institucional da cidade, que une seus ativos naturais a uma identidade cultural autêntica e espontânea do morador local, gerando um forte apelo de consumo emocional em qualquer época do ano.
    O cálculo do impacto financeiro foi baseado no comportamento de consumo mapeado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises. O tíquete médio do turista brasileiro foi estimado em 2.206 reais, com valores atualizados pelo IPCA até agosto de 2026. Já o público internacional apresentou um potencial de consumo bem maior, com gasto médio de 4.647 reais por pessoa, calculado em dólar e convertido pela taxa cambial do mesmo período.
    Essa receita injetada na cidade abrange diversos setores econômicos, gerando um efeito cascata em hospedagem, bares, restaurantes, varejo, transportes, telecomunicações e atrações turísticas.
    O turismo deixou de ser uma atividade puramente sazonal para se consolidar como um motor econômico contínuo, capaz de abrir novas oportunidades de negócios e investimentos na região. 

    Renata Suter

    Jornalista e coordenadora do Prêmio Colunistas Rio, Centro-Leste e Espírito Santo, Renata Suter é editora-chefe da Janela Publicitária

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