Marcello Lopes, ex-marqueteiro do candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, amigo do filho 01 de Jair Bolsonaro, afirmou que resolveu aplicar recursos no filme ‘Dark Horse’ depois que o banqueiro Daniel Vorcaro suspendeu os pagamentos de patrocínio para o projeto.
Segundo Marcellão, o deputado federal Mário Frias, atuando como produtor executivo do longa-metragem, disponibilizou cotas para novos investidores assim que os repasses de Vorcaro foram interrompidos. O ex-marqueteiro – e dono da agência Cálix – explicou que, quando o fluxo de dinheiro do banqueiro cessou, em outubro de 2025, a equipe realizava gravações em São Paulo e acumulava diversos pagamentos pendentes, momento em que decidiram abrir o projeto para investimentos externos, o que ele considerou uma boa oportunidade de negócio.
Lopes fez então uma transferência de 1 milhão de reais para a Go Up Entretenimento, empresa responsável pela realização do filme, em dezembro de 2025, período em que Vorcaro já tinha enfrentado sua primeira prisão. O próprio Flávio Bolsonaro chegou a se encontrar com ex-dono do Master naquele mesmo mês, após o banqueiro ser liberado por uma determinação do TRF-1, usando tornozeleira eletrônica, para, segundo ele, encerrar o acordo de patrocínio do longa – coisa que poderia ser feita de forma bem mais rápida e prática, evitando o constrangimento de,. como senador, visitar o “amigão” em prisão domiciliar.
Embora o pagamento de Marcello Lopes tenha ocorrido no encerramento de 2025, o documento formal de parceria com a produtora só acabou assinado este ano, no dia 4 de junho de 2026, época em que os desdobramentos do caso envolvendo o banco Master já ganhavam repercussão nos veículos de comunicação e Flávio não conseguia explicar de forma objetiva a sua relação com o ex-banqueiro. Essa transação financeira foi apontada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na ordem judicial que validou a ação da Polícia Federal (PF) deflagrada contra Mário Frias e Karina da Gama, proprietária da Go Up.
Na fundamentação do caso, o ministro Dino destacou as análises de inteligência financeira produzidas pelo Coaf, que rastrearam o envio de 1 milhão de reais feito pelo ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro diretamente para as contas da produtora.






















