• Google quebra recorde histórico no Top of Mind brasileiro

    De acordo com o estudo ‘O Mapa da Busca no Brasil 2026’, da Optimiza Marketing, o Google alcança 64% de lembrança espontânea entre consumidores. Enquanto marcas como Omo e Nike, vencedoras recorrentes de premiações de Top of Mind no Brasil, costumam registrar entre 5% e 8%, reposicionando o debate sobre o que significa, hoje, ser uma marca dominante no país.

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    O comparativo faz parte da pesquisa nacional da Optimiza Marketing, em parceria com a AB Pesquisas, Insights e Tendências, sobre os hábitos de busca de 1.000 consumidores brasileiros ouvidos em dezembro de 2025.

    Mesmo marcas de serviço massivo e alta frequência de consumo, como as operadoras Vivo e Claro, atingem cerca de 30% de lembrança em seu mercado – com décadas de investimento publicitário e presença cotidiana na vida do consumidor, ainda assim menos da metade do índice do Google. Segundo a análise do estudo, o Google deixou de ser percebido como uma ferramenta entre outras e passou a ocupar a posição de verbo: o próprio ato de buscar uma informação online se tornou, na cabeça do consumidor, sinônimo de “dar um Google”.

    “Quando uma ferramenta bate 64% de lembrança espontânea, ela deixou de competir com outras marcas e passou a competir com o próprio hábito do consumidor. Isso muda a régua: para o mercado publicitário, não basta mais medir ‘quem lembra da minha marca’, é preciso medir ‘em qual etapa da decisão a minha marca aparece dentro do ecossistema de busca'”, avalia Júlia Neves, especialista em SEO e fundadora da Optimiza.

    Para agências e anunciantes, o dado é um convite a repensar os parâmetros de comparação de marca: medir força de marca digital hoje, passa, necessariamente, por entender a posição da empresa dentro do ecossistema de busca – não apenas em pesquisas tradicionais de recall publicitário.

    Renata Suter

    Jornalista e coordenadora do Prêmio Colunistas Rio, Centro-Leste e Espírito Santo, Renata Suter é editora-chefe da Janela Publicitária

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