Estudo inédito ‘Mapeamento da Indústria Criativa do Rio de Janeiro’, produzido pela Prefeitura do Rio, por meio das Secretarias Municipais de Cultura (SMC) e de Desenvolvimento Econômico (SMDE), e da Riotur, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), identificou que as empresas criativas da capital fluminense movimentaram cerca de R$ 41 bilhões, em 2025. O valor representou 8% do PIB carioca. Os dados foram divulgados no Rio2C, evento de criatividade e inovação da América Latina, que acontece de até domingo, dia 31 de maio, na Cidade das Artes, na capital carioca.
A pesquisa aponta que a cidade do Rio ocupa o segundo lugar entre as capitais brasileiras, atrás apenas de São Paulo, em número de empresas criativas. O levantamento mostra que, em 2023, o Rio de Janeiro contava com 5.245 empresas criativas responsáveis por gerar quase 100 mil empregos diretos. A massa salarial dos trabalhadores da economia criativa na cidade chegou a cerca de R$ 1,3 bilhão, equivalente a 10,7% de toda a massa salarial formal do município.
Nesse período, o número de empresas criativas na capital carioca correspondia a 62,5% do total do estado e a 5% do país. Já a quantidade de empregos do segmento na cidade do Rio representava 7,9% da registrada no país e 74,8% no estado.
“A criatividade é parte da identidade do carioca e também um diferencial competitivo da cidade. O Rio de Janeiro consolidou a economia criativa como um dos principais motores do desenvolvimento do município, responsável por movimentar R$ 41 bilhões por ano e gerar quase R$ 1 bilhão em arrecadação de ISS”, avalia o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere.
Para Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, “Essa discussão e este estudo sobre a Indústria e a Economia Criativa têm total importância para o Rio de Janeiro. Nossa cidade ocupa lugar central na formação da imagem do Brasil. Projetamos para o país e para o mundo um soft power único, fruto da nossa capacidade criativa, cultural e patrimonial, além do nosso estilo de vida”, afirma.
Entre as Regiões Administrativas, Centro, Barra da Tijuca, Zona Portuária, Botafogo e Jacarepaguá concentram o maior número de trabalhadores em empresas criativas. Já as regiões mais especializadas no setor são: Zona Portuária, Ilha do Governador, Lagoa, Ramos e Barra da Tijuca.
“O destaque da região Portuária no indicador de especialização criativa está diretamente relacionado ao processo recente de revitalização econômica da região e à consolidação do projeto Porto Maravalley, que tem como objetivo transformar a região portuária em um polo de inovação, tecnologia e empreendedorismo”, lembra o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura do Rio, Osmar Lima.
Entre 2022 e 2023, o segmento de Cultura liderou o crescimento do setor criativo na cidade, com alta de 11,4%, seguido pelo de Tecnologia, que cresceu 7,5%. O levantamento também aponta que o Rio possui 97.996 Microempreendedores Individuais (MEIs) criativos, o equivalente a 5,7% do total do país e 52,7% do estado.
Já entre 2020 e 2025, a arrecadação real do Imposto Sobre Serviços (ISS) das atividades criativas aumentou 74,3% na cidade do Rio, saltando de cerca de R$ 572 milhões para quase R$ 1 bilhão.





















