• Nova cria Comitê de IA com plano para implementação da tecnologia

    A agência Nova criou um Comitê de Inteligência Artificial para conduzir a implementação da tecnologia em diferentes áreas da agência até outubro de 2026. A iniciativa faz parte de um plano de mudança interna voltado à incorporação de IA em processos, fluxos de trabalho e desenvolvimento de soluções.

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    A criação do núcleo acontece após uma análise realizada em março deste ano, após ouvir 120 profissionais de 18 áreas da agência e mapear o estágio de uso da tecnologia, identificar desafios de adoção e entender oportunidades de aplicação no dia a dia.

    A primeira formação do Comitê reunirá seis membros titulares e quatro suplentes, selecionados entre mais de 70 profissionais da agência que participarão do projeto. Com representantes de áreas como Criação, Atendimento, Planejamento, Mídia, TI e Checking, o grupo terá atuação transversal e responderá à diretoria da Nova.

    Entre as prioridades definidas para os próximos meses estão a elaboração de um manual de boas práticas para uso responsável de IA; a criação de um banco interno de experimentação de ferramentas; e o acompanhamento das soluções desenvolvidas pela agência.

    Paralelamente, a agência estruturou uma trilha de capacitação interna, com encontros mensais até  outubro, com foco na aplicação prática da tecnologia e na evolução do uso individual para resultados organizacionais.

    “A Nova tem uma equipe experiente e curiosa, que já utilizava Inteligência Artificial antes mesmo de existir uma estrutura formal para isso. O Comitê nasce para transformar iniciativas individuais em conhecimento compartilhado e para criar processos que permitam escalar esse aprendizado de forma consistente”, pontua Ana Cristina Gonçalves, diretora de Operações da agência.

    Para Lucas Reis, da Trezion, consultoria especializada na implementação de soluções de Inteligência rtificial para o mercado publicitário e responsável pela condução estratégica da iniciativa na Nova, a adoção de IA depende de fatores que vão além das ferramentas. “A tecnologia funciona como aceleradora de possibilidades e talentos. O desafio está em criar processos e desenvolver pessoas para que a adoção gere impacto real dentro das organizações”, avalia.

    Reis explica que a Nova caminha para se tornar uma Agentic Company: um ambiente híbrido em que pessoas e agentes de IA dividem o trabalho. “A tecnologia potencializa o talento criativo e estratégico da equipe, dá escala e consistência, e abre espaço para modelos que antes seriam inviáveis”, conclui.

    Além da Trezion, conduzida por Lucas Reis, o Comitê conta com participação permanente das lideranças Eduarda Tavares, Marcos Vinicius e Eliane Chaves.

    Renata Suter

    Jornalista e coordenadora do Prêmio Colunistas Rio, Centro-Leste e Espírito Santo, Renata Suter é editora-chefe da Janela Publicitária

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