Desenvolvido pela agência DeBrito, responsável pela concepção estratégica e condução criativa, o projeto contou com a parceria da Cinematik Studios, responsável pela execução do pipeline de produção com IA. Diferente de iniciativas que utilizam Inteligência Artificial apenas em etapas pontuais, a campanha foi estruturada em três frentes integradas: planejamento, estratégia e criação.
No planejamento, a tecnologia apoiou a análise de público, segmentação de audiências e definição dos territórios narrativos. Na estratégia, contribuiu para a construção do racional criativo, definição de tom por plataforma e mapeamento de formatos por veículo. Já na criação, foi aplicada na geração visual frame a frame, animação, composição de cena, locução, finalização de áudio, upscale e arte-final de todas as peças.
Segundo João Queiroz, diretor da Cinematik Studios, a produtora acredita profundamente na Inteligência Artificial como ferramenta de criação. “Mas acredita, antes de tudo, nas pessoas que a operam. Numa era em que a máquina pode gerar uma imagem, um som, um filme, o que garante que algo seja verdadeiro ainda é o olhar humano por trás dela”, frisa.
Além do aspecto tecnológico, a campanha também foi estruturada com foco em responsabilidade e segurança no uso da IA. Todo o desenvolvimento da campanha seguiu critérios de rastreabilidade, controle de origem dos dados e supervisão humana ao longo de todas as etapas criativas e operacionais, reforçando o compromisso do Confea com uma aplicação ética e responsável da tecnologia.
Para este projeto, foram selecionados 50 modelos com histórico em campanhas para grandes marcas nacionais. A curadoria, que foi conduzida em parceria com a Mega Models, priorizou diversidade de perfis físicos, faixas etárias e origens regionais, refletindo a pluralidade brasileira. “Como vanguardista do universo da moda, a Mega sempre teve um forte compromisso com a evolução do mercado, e a IA já é uma realidade no nosso negócio. A tecnologia não substitui a expertise humana; ela chega como uma importante aliada da produção criativa, abrindo uma nova frente de trabalho dentro da indústria”, esclarece Michelle Ferreira, diretora da agência de gestão de carreiras e mentoria de modelos.
Mesmo sem abertura de câmera no resultado final, todos os modelos participaram de sessões presenciais de captação conduzidas pela Cinematik Studios.
“Esse processo diferencia a campanha do uso mais comum de IA, frequentemente baseado em bancos de imagens ou prompts genéricos. Neste caso, todas as imagens têm origem documentada em pessoas reais, contratadas e com direitos plenamente resolvidos”, afirma Marcuce Luz, diretor executivo da DeBrito.
O formato adotado viabiliza uma escala de produção dificilmente alcançável pelos modelos tradicionais, permitindo a entrega simultânea de múltiplos formatos – TV, rádio, OOH e digital – com padrão de qualidade broadcast e respeito integral aos direitos autorais e de imagem.
“Não existe inteligência artificial sem engenharia, porque todo avanço tecnológico nasce do conhecimento, da inovação e do trabalho dos profissionais das áreas tecnológicas. Mas, no fim, nenhuma ferramenta substitui talento, criatividade e sensibilidade humana. A tecnologia potencializa processos, mas são as pessoas que continuam movendo as grandes transformações”, conclui Marina Mattus, gerente de Comunicação do Confea.






















