O publicitário Marcello Lopes, definido como coordenador da comunicação da campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi apontado como um dos estrategistas do plano de ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e servidores, contratado por Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A informação, que consta do documento chamado ‘Projeto DV’ (Daniel Vorcaro). O nome e a foto de Marcelão, como o publicitário é conhecido, estão na página em que são apresentados os três membros da “equipe de estrategistas” do plano. Ele negou envolvimento na campanha contra o Banco Central e justificou o repasse de dinheiro como pagamento de serviços anteriores.
Procurado pela Janela, Marcello afirmou: “Não participei e nem fui convidado a participar de qualquer projeto relacionado a Daniel Vorcaro. Também não autorizei o uso do meu nome e imagem em um suposto documento sobre o tema. Se esse Powerpoint de fato existe, trata-se de uma fraude, uma narrativa falsa e irresponsável mirando desgaste político eleitoral”.
Marcello surge na mesma lista onde também aparece Thiago Miranda, dono da agência Mithi e responsável pelo projeto, e do publicitário Anderson Nunes, da Unltd Network, empresa que foi subcontratada para o plano.
Um pagamento via Pix teria sido feito por Miranda a Marcelão, no dia 13 de dezembro, no valor de R$ 650 mil, quando o projeto DV era elaborado. Dois dias depois, A Unltd Network também recebeu repasse de Miranda, no valor de R$ 400 mil.
O uso de influenciadores no plano para atacar executivos do BC veio à tona em janeiro, mas foi interrompido após a PF começar a investigar os posts coordenados.
Em relação ao repasse de R$ 650 mil para a sua conta em 13 de dezembro, Marcello afirmou que se tratava de pagamentos em atraso por serviços e consultorias profissionais anteriores realizados.






















