O Flamengo e seu embaixador, Zico, foram recebidos ontem, dia 13 de abril, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, marcando mais uma etapa da campanha iniciada no Brasil e com escala internacional para a Nação, como é conhecida a torcida rubro-negra que reúne 45 milhões de pessoas, seja reconhecida como a primeira Nação Simbólico-Cultural do mundo.
A subsecretária-geral de Comunicação Global da ONU, Melissa Fleming, recebeu os representantes do clube em uma agenda que formalizou a aproximação do Flamengo com a Organização através da adesão ao programa ‘Football for the Goals’. Zico entregou um livro que reúne as iniciativas do clube em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e foi homenageado como o primeiro brasileiro a receber o título de ‘Campeão’ do Programa.
“O futebol sempre teve o poder de unir e inspirar as pessoas. Se a gente puder usar essa força para ajudar a construir um mundo mais justo, com mais oportunidades e respeito, já valeu a pena”, afirmou Zico.
Idealizada pela Artplan, a campanha ‘Nação na ONU’, que enviou às Nações Unidas uma petição, partiu de um entendimento estratégico: se toda nação tem compromissos coletivos, o Flamengo, pela dimensão cultural, social e simbólica de sua torcida, já opera como uma. A partir dessa leitura, o projeto evoluiu de uma campanha de comunicação para uma articulação institucional, dando visibilidade às ações que o Flamengo já desenvolve dentro da agenda da ONU para o desenvolvimento sustentável.
Para Flávia da Justa, diretora de Comunicação do Flamengo, o clube entende sua torcida como um ativo central de construção de marca, mas também como uma força capaz de gerar impacto real na sociedade. “Estar hoje na ONU, oficializando nossa adesão ao Futebol pelos ODS, é um reconhecimento da dimensão do Flamengo e de sua responsabilidade. O clube já desenvolve iniciativas alinhadas a esses princípios e, a partir de agora, amplia sua atuação ao se conectar a uma agenda global.”
Uma das ativações de grande escala foi a mobilização no Maracanã, que envolveu jogadores e torcida em um gesto coletivo e simbólico: atletas e torcedores realizaram simultaneamente o gesto de protocolo antirracista: braços cruzados em “X”. O combate ao racismo é o 18º ODS.
“Ninguém melhor do que o Zico para representar esse momento. Vê-lo sendo recebido na ONU dessa maneira, como os chefes de Estado também são, é a coroação de uma trajetória que dá muito orgulho”, conclui Rodrigo Almeida, CCO da Artplan.























