Janela Publicitária    
 
  Publicada desde 15/07/1977.
Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 11/SET/2009
Marcio Ehrlich

 

Script ganha a briga pela Cultura Inglesa

A Cultura Inglesa está informando que concluiu o processo de concorrência para agência de publicidade e a Script Comunicação foi a selecionada para atender a conta. Segundo informações do mercado, Giovanni e NBS também participaram da concorrência, em um processo que durou cerca de um mês. A detentora anterior da conta por sete anos, a Binder/FC+M, havia anunciado em agosto que não participaria da disputa.
A instituição está presente em cinco estados (RJ, DF, RS, GO e ES), com 45 filiais e mais de 600 professores.

One Show lidera movimento para acabar com fantasmas

"Tsunami", da DDB Brasil
"A Tsunami matou 100 vezes mais pessoas que o 11 de setembro. O planeta é brutalmente poderoso. Respeite-o. Preserve-o.", diz o anúncio.

A premiação americana One Show, promovida pelo One Club -- entidade especializada em premiações publicitárias --, anunciou esta sexta-feira que vai liderar um movimento para que os principais concursos do setor em todo o mundo -- como Cannes, D&AD e Clio -- criem mecanismos punitivos para eliminar a inscrição de trabalhos fantasmas. Para dar a dimensão do rigor da iniciativa, o One Show está incluindo na lista não apenas as peças criadas para anunciantes inexistentes ou que o cliente não tenha formalmente aprovado, como aquelas "veiculadas apenas uma vez, ou tarde da noite na TV, ou que a agência tenha produzido uma única cópia", prática corriqueira das agências de todo o mundo para legalizar a inscrição.
A notícia foi publicada no site AdAge, que creditou a decisão a uma reação do One Club ao caso "WWF-DDB", que agitou o mercado publicitário mundial nos últimos dias. A DM9DDB -- identificada internacionalmente como DDB Brasil -- havia inscrito no One Show (onde chegou a ser premiado) e em Cannes um anúncio para a World Wildlife Fund - WWF que a entidade negou ter aprovado. Nada teria acontecido (afinal não foi o único caso no mundo nos últimos 10 anos) se o anúncio não tivesse ferido a sucetibilidade dos americanos por mostrar aviões atacando Manhattan.
Além de cassar o prêmio da DDB Brasil, o One Show decidiu que, a partir de 2010, tanto agência quanto criativos flagrados com trabalhos fantasmas serão banidos da premiação por prazos entre três e cinco anos. A decisão, conta o AdAge, foi fruto de reunião da cúpula do One Club com diversos líderes da indústria publicitária, o que pode ser um trunfo para a adoção do castigo também pelas demais premiações internacionais.
No Brasil, a opinião deste colunista é que dificilmente a medida será adotada. Com excesso de premiações (quase toda associação do mercado tem a sua), o país tem visto nos últimos tempos praticamente todas enfrentando dificuldades para conseguir inscrições. Banir quem inscrever fantasma é correr um risco grande de nos anos seguintes não encontrar mais ninguém para disputar medalha.

Comentários dos Leitores

De Ialdo Belo
Prezado Márcio,
Os prêmios foram criados para recompensar o trabalho dos bons publicitários como pessoas. Antes deles, as agências ganhavam dinheiro, os anunciantes vendiam e os profissionais... ficavam na obscuridade.
O que se vê hoje em dia é que as pessoas estão esquecendo os princípios básicos da propaganda e se apegando à vaidade de receber um prêmio, não importa o quanto.
Para mim, isso desvirtua o conceito original e ainda minimiza o valor do prêmio em si, já que a peça não foi submetida ao verdadeiro jurí que é o público e nem à aprovação do cliente (que sempre é decisiva).
Sugiro, então, que seja instituído uma categoria tipo prêmio " criatividade livre", onde os profissionais poderiam expor suas idéias livremente, sem restrições, sem farsas, sem obrigações de julgamento pelo público ou pelos clientes, apenas pelos profissionais da área.
Vimos agências de renome que realmente possuem a criatividade nas veias como DPZ e DM9 passarem pelo vexame de serem premiadas para logo depois terem seus premios cassados. Elas precisam disso? Claro que não! São ótimas em todos os aspectos. Querem ir além e expor o que poderia ser uma criatividade ilimitada? É justo! Mas que nossa classe então forneça os meios para que isso aconteça de uma forma transparente.
Que tal você dar o exemplo e instituir a categoria no Prêmio Colunistas? Acho que seria um sucesso. E uma idéia a ser seguida até mesmo pelos festivais internacionais.
Um grande abraço,
Ialdo Belo
quinta-feira, 10 de setembro de 2009, 12:55:08

De Marcio Ehrlich
Ialdo,
Não acredito que seja possível haver "criatividade livre" numa criação publicitária. A própria existência de um anunciante assinando a peça -- mesmo que ele seja imaginário -- já lhe obriga a um compromisso.
E se um criativo quiser ganhar um prêmio de "criatividade livre", não será mais divertido fazer um quadro, uma escultura ou escrever um conto?
Abraços,
Marcio
quinta-feira, 10 de setembro de 2009, 21:13:00

De Ialdo Belo
Márcio,
É provável que tenha me expressado mal. Quando digo um prêmio para a criativdade livre, estou sugerindo que um criativo faça uma peça, digamos, para a Sony, por exemplo, mesmo que essa companhia não seja sua cliente. A intenção seria explorar a criatividade sem os limites impostos pelas obrigatoriedades que todas as peças veiculadas devem obedecer.
Na prática, os ditos comerciais fantasmas estão fazendo isso hoje: a própria peça do WWF citada nesta matéria não foi aprovada pelo cliente que ainda está acusando a DM9 de uso indevido da marca. Para mim, essa é uma situação no mínimo constrangedora.
A minha idéia foi sugerir acabar com este constrangimento através da criação de uma categoria agregada aos premios existentes. Deste modo, se o comercial em questão tivesse sido escrito nesta categoria, o prêmio seria legítimo, o "cliente" não reclamaria e os criativos teriam mostrado seus reais limites, que as vezes são tão difíceis de serem aceitos pelos anunciantes.
Um grande abraço na esperança de estar contribuindo para um debate sobre esse assunto que certamente merece atenção.
Ialdo

11|21 leva conta dos produtos Frisa

O frigorífico capixaba Frisa, que fabrica produtos com as marcas Frisa e Grã-Filé, entregou sua conta publicitária para a 11|21, que já trabalha nas primeiras campanhas da marca. O escritório de São Paulo da agência é que vai liderar a conta, com José Guilherme Vereza à frente.
A campanha, com criação de Gustavo Bastos e que tem na televisão aberta seu principal veículo, já está aprovada e tem 3 filmes em fase de produção. Serão ações institucionais no Espírito Santo, onde a marca Frisa nasceu, há 40 anos, e onde fica a produção da empresa, e ações de produto no Rio de Janeiro focando a marca Grã-Filé. O primeiro a ser trabalhado será o hamburguer, carro chefe da linha Grã-Filé no Rio, e da linha Frisa no Espírito Santo.

Anúncio do Citi inverte a geografia carioca

Do leitor [email protected]:
"Marcio, não sou dos que ficam procurando pelo em ovo, mas um anúncio do HSBC, pág. dupla - rodapé - na Veja desta semana, me chamou a atenção, até pelo fato de ter morado muitos anos no RJ, em Botafogo, onde também trabalhei em uma agência da rua Dona Mariana ("aquela"). Pois me parece que a foto do bondinho está invertida!! Será porque os caras são de Curitiba?
Abraços, A."

N.R.: Almagro, como você pode ver na imagem aí ao lado, você acertou na geografia. Vista do Pão de Açucar, a Urca (onde se vê a praia do Forte São João) é à direita e Copacabana à esquerda.
Mas errou no recall da peça.
Ela não é do HSBC. Quem assina é um concorrente deles, o Citi, e o anúncio está assinado pela Publicis de São Paulo.
Nos tempos em que se trabalhava com foto aplicada no fotolito, isso até acontecia com frequência.
De qualquer modo, convenhamos: o bondinho à esquerda da foto iria atrapalhar o layout, mas é difícil de acreditar que o diretor de arte iria inverter de propósito. Algum paulista deve ter passado pra ele a referência errada e o desastre acabou impresso.

Comentário de Leitores:

De Carlos Negreiros
Essa é uma situação fruto do esvaziamento econômico do Rio de Janeiro, onde as agências fecham aqui e os trabalhos começam a sofrer distorções nos locais em que são feitos.
A dupla que fez deveria no mínimo ir ao google pesquisar o bondinho.
É lamentável.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009, 15:59:23

Sem Furnas, D&M fecha no Rio

A agência brasiliense D&M fechou seu escritório no Rio de Janeiro, que cuidava da conta de Furnas desde dezembro de 2005, quando venceu, junto com a McCann Erickson, a concorrência promovida pela empresa, com uma verba anunciada, na época, de R$ 16 milhões por ano.
Passados quase quatro anos, o anunciante não renovou com as duas agências e lançou, em agosto, uma nova licitação, informando agora uma verba de R$ 20 milhões.
Com o fechamento da agência no Rio, seu diretor Caio Valli também desligou-se da empresa e passou a cuidar diretamente dos demais clientes regionais, enquanto analisa novas opções de associação no mercado.

Gente Que Vai e Vem

Gafisa (Rio e SP) - Marcelo Scalice é o novo Gerente de Marketing Remanescentes da Gafisa para Rio e São Paulo. Na companhia há três meses, Marcelo é formado em Propaganda e Marketing pela Unip e possui 20 anos na área de comunicação. Atuou por mais de 15 anos em publicidade, tendo passagem pelas agências AlmapBBDO, Talent, Lew Lara, Y&R, Agência3 e Percepttiva, sendo as últimas duas no Rio de Janeiro, onde foi também Gerente de Marketing da Calçada Empreendimentos Imobiliários. (08/09/2009)