Alvinho leva o CCRJ em disputa apertada
O objetivo da atual diretoria do CCRJ de mobilizar os criadores cariocas
em torno do clube, com a existência de 2 chapas concorrentes, se funcionou
relativamente em quantidade -- apenas 115 criadores apareceram para votar, um
número pequeno comparado a outras eleições --, ao menos
gerou uma disputa emocionante, com os criadores entrando e saindo do Botequim
Carioca de Sérgio de Paula do meio-dia desta terça-feira, 23,
à meia-noite, quando, votos apurados, só restava aos candidatos
comemorar ou afogar as mágoas na exclusiva Heineken da casa.
A chapa liderada pelo redator e atual diretor de criação da Agência3, Álvaro Rodrigues (foto) -- representante da situação
-- acabou vencendo a disputa contra a chapa de oposição capitaneada
por Gustavo Bastos, da 100%, por uma margem de 7 votos no placar de 61 eleitores
a seu favor contra 54 que preferiram o concorrente.
A derrota com 47% dos votos, no entanto, foram sentidas por Gustavo Bastos como
uma vitória: "Conseguir quase a metade dos votos, para nós
que montamos a nossa chapa há apenas uma semana, é motivo de muito
orgulho e nos dá autoridade para cobrar resultados e levar nossas sugestões
à diretoria do Alvinho", comentou Bastos.
A posse da nova diretoria -- que fica 2 anos à frente do CCRJ -- acontece
em Búzios no próximo sábado, 27 de setembro, durante a
festa do Festival Melhor do Rio, que o CCRJ promove no balneário fluminense
para lançar o seu anuário.
Para a criação não esquecer do futuro
Um conselho aos jovens de coração. Logo vocês
estarão mais velhos.
E se as coisas continuarem como estão hoje na publicidade brasileira,
logo estarão esquecidos e vendo os supernovos criadores não fazendo
a menor idéia de quem vocês foram e de que grandes trabalhos fizeram.
A canção do Tears For Fears cabe como uma luva nessa momento de
eleição do CCRJ e na véspera de mais um Festival de Búzios.
Na apresentação das chapas lideradas por Gustavo Bastos e Álvaro
Rodrigues -- não houve debate nem entre eles nem com os cerca de 50 criativos
lá presentes -- ficou patente a curta memória dos criadores cariocas
(será assim também fora daqui?). Com a melhor das intenções,
ambos os competentes candidatos deixaram passar que querem dar ao clube "uma
importância que ele nunca teve". Uma postura estimulante, sem dúvida,
mas profundamente injusta com o passado do CCRJ.
Meninos, eu vi, como dizia prudente o velho Timbira de Gonçalves Dias.
O Clube de Criação do Rio já foi uma das entidades mais
importantes da cultura nacional, reconhecida por publicitários, intelectuais,
jornalistas da grande imprensa e políticos de Brasília. Sob a
bandeira de "Defendendo tudo o que é nosso", o Clube lutou
contra a ditadura militar, contra a censura, pela nacionalização
do cartaz do cinema e, sobretudo, pela valorização dos seus profissionais,
numa época em que os barbudinhos da criação -- como os
chamava Geraldo Alonso -- raramente tinham o direito de se dirigir diretamente
aos clientes da agência.
O CCRJ promoveu desde exposições de artes-plásticas, concursos
de capas e noites de poesia a um dos mais importantes eventos da publicidade
brasileira, o 1º Encontro Nacional de Criação, quando centenas
de criadores importantes de todo o Brasil vieram ao Hotel Glória, no
Rio de Janeiro, para dar início à virada na postura do criativo
brasileiro perante seus colegas de profissão.
Falar hoje do clube sem sentir orgulho por este passado glorioso é, antes
de mais nada, perder a oportunidade de aprender a lição deixada
pelo grupo de pessoas que primeiramente enxergaram a importância do que
estavam fazendo para ajudar os donos de agência e os clientes a ganharem
dinheiro.
Pessoas como José Monserrat Filho, Pedro Galvão, Carlos Pedrosa,
Alcides Fidalgo, Nei Leandro de Castro, Carlos Chagas, Ronaldo Conde, Álvaro
Gabriel, Marcello Silva, Vick Kirowski, Henrique Meyer, Antônio Torres
e muitos outros que criaram a bandeira que hoje as novas gerações
estão preocupadas em não deixar cair.
O que os candidatos ao CCRJ e seus eleitores precisam lembrar é que olhar
um pouco para trás vai também ajudar a ver que estes e muitos
outros nomes não foram importantes só para o CCRJ. Foram mais
importantes ainda para a publicidade brasileira. Foram profissionais superpremiados,
dando a fama de criatividade do qual o mercado carioca sempre se orgulhou. Só
que hoje, alguns deles não necessariamente encontram espaço para
fazer o que sempre souberam fazer brilhantemente: criar uma boa publicidade.
Estimular o surgimento de novos talentos é louvável, sem dúvida.
Tão ou mais louvável, porém, é achar uma maneira
de estender a vida útil de quem já mostrou ter talento. Para que
no futuro não seja necessário que uma coluna de publicidade --
da mídia que existir lá -- se levante para perguntar que fim levaram
aqueles grandes talentos do passado, como chamavam mesmo? Ah, sim: Fernando
Campos, Álvaro Rodrigues, André Eppinghaus, Gustavo Bastos...
A palavra dos leitores
A matéria acima, publicada esta semana, gerou diversos telefonemas
para a Janela e e-mails dos leitores, que reproduzimos a seguir:
De Edmir Silveira, Percepttiva publicidade
"Parabéns Marcio Ehrlich pelo belo e oportuno editorial sobre o
passado do CCRJ. Em todos os sentidos e por todos os sentidos. Parabéns.
Um Abraço
Edmir Silveira."
De Silvio Lachtermacher, diretor da Laxmi+
"Grande Márcio,
Belo texto sobre o CCRJ. Realmente brilhante.
Silvio Lachtermacher"
De Guto Costa
"Parabéns pelo discurso de ontem. Suas colocações
foram perfeitas. Pena que esta geração não tenha conhecimento
do que nos levou a formar o CCRJ. Muitos são da geração
pós-golpe e nem sabem do que rolava nas areias de Ipanema. Imagine no
resto do país. Enfim, ficou claro que as chapas são cheias de
planos e vazias de história. Mais uma vez, teremos um clube voltado para
o umbigo, para o centro da vaidade e do ego de meia dúzia de pessoas.
Fui lá para ouvir alguma coisa inteligente, alguma proposta realmente
nova. E só sobraram as suas palavras de sabedoria.
Um abraço,
Guto Costa"
De Carlos Negreiros, PUC-Rio
"Márcio, muito bem colocado o "conselho" para o clube.
Parabéns.
Negreiros"
De Luiz Favilla
"Marcio, grato pelo brilhante texto. Injeção de memória
nunca é demais neste país de esquecidos. Queria estar lá
pra ouvir você falando isso. Não deu. Guto me disse que foi gênio.
Queria estar lá também pra fazer uma pergunta: um dos candidatos
não é o mesmo que teve sua foto publicada nos jornais por ter
dado calote em um veículo de comunicação? Se isso é
coisa do passado, foi tudo esclarecido e não há mais culpa no
cartório, tudo bem, minhas sinceras desculpas. Nada pessoal. Perguntar
é prerrogativa de qualquer cidadão. Só não gostaria
de ver maculada a história do, também meu, CCRJ. Parabéns
por sua iniciativa.
Abs,
Luiz Fernando Favilla
Redator ( sócio 55 do CCRJ)"
De Pedro Nonato, diretor da Doctor
"Parabéns, um puta texto com uma puta mensagem.
Abs,
PN"
De um ex-presidente do Clube, que pediu para não ser publicado, "porque
senão alguém responde, e aí eu tenho que responder a quem
respondeu, e aí vem mais um e aí acabo me desviando das campanhas
aqui da agência, coisa que não quero fazer". Mas como
fiquei muito orgulhoso e as observações dele são uma delícia,
segue o milagre, sem o santo:
"Marcio:
Bonito - e raro - gesto o seu. Mas são altri tempi, altri mori, sic transit
hotel gloria mundi, que se há de fazer? É de fato meio complicado
e tenebroso ignorar, por exemplo, a figura-símbolo do José Monserrat,
ao mesmo tempo engenheiro e pedreiro desse edifício. Tão solidamente
construído que foi capaz de resistir a muitas calamidades e catástrofes.
E tão bem feito que ainda hoje continua seduzindo e atraindo as (espero
que melhores) ambições de tantos colegas.
Mas não podia deixar de te cumprimentar. Ou comprimentar, pois se trata
de uma questão de estatura.
Abraço."
De Gustavo Bastos, 100porcentopropaganda
"Marcio, só agora pude ler seu texto sobre as mentes brilhantes
que fizeram o mercado e o CCRJ e ainda fazem, as que podem, tem chance e emprego.
O Naninho com certeza entra para essa lista, Diretor de Arte brilhante que anda
meio esquecido, mas estava junto com o Cidão emprestando seu talento
de sempre para a Next em uma concorrência.
Proponho criar o Clube do Passado, com hall of fame no site, lista de presidentes,
os feitos de cada um, um depoimento de cada um, um resgate do passado, da história
do mercado, suas agências, clientes e trabalhos.
Mas, mais importante que isso, vamos criar condições para que
essas pessoas de talento infinito e idade que não importa possam estar
abrilhantando agências todo os dias, vamos acabar com essa falsa impressão
de que talento, vontade e juventude andam junto com a data de nascimento.
Quanta gente de experiência tem mais gana e vontade, além de talento,
do que uma galera novinha em folha. Tem mais conhecimento, tem mais experiência,
tem mais é que estar ganhando prêmios em agências de ponta.
Vamos formatar um projeto, vamos ter atitudes políticas consistentes
e fazer de tudo para renovar sim, mas renovar também o emprego dessa
turma brilhante.
Que bom contarmos com esta sua intervenção, no momento certo,
com a turma certa. tenho certeza de que todos os que participam da política
do CCRJ concordam em gênero, número e grau com isso tudo.
Um abraço,
Gustavo Bastos"
De Fabio Barreto, Diretor de Criação da Ronson
"Marcio, concordo em gênero, número e grau. Tanto concordo
que publiquei um artigo para o próprio CCRJ no ano passado sobre o tema.
Veja o que você acha. Abs,
Fábio Barreto
Anões, guarda-chuvas e criativos.
Você já viu enterro de anão? Você sabe onde vão
parar todos aqueles guarda-chuvas perdidos? E criativos com mais de 50 anos,
vão para onde?
Tenho pensado e conversado bastante sobre isso ultimamente, deve ser a idade
(o tempo passa e a gente começa a refletir sobre coisas que antes passavam
despercebidas). Faça um cálculo rápido comigo: digamos
que há 20 anos existissem no Rio 30 estúdios e agências
(pequenas, médias, grandes) e que em cada um desses pontos houvesse 5
criativos. Total: 150 profissionais de criação trabalhando nos
anos 80.
O Lula Vieira certamente tem esses números certinhos na cabeça,
mas eu dei um chute bem para baixo, só mesmo para ilustrar o raciocínio.
Agora, digamos que desses 150, metade tivesse cerca de 50 anos e a outra metade
fosse de jovens talentos, entre vinte e trinta anos. Bem, passados esses vinte
anos de labuta, hoje teríamos 75 daqueles profissionais com 70 anos e
outros 75 com idades entre 40 e 50 anos. Certo?
Agora, por favor, me apontem onde estão esses 150 profissionais hoje?
Você os vê nas agências? Ok, ok, alguns cansaram, outros se
aposentaram e alguns foram trabalhar mais perto do grande Criador. Mas, e os
que sobreviveram, querem e precisam continuar na batalha? Já sei, já
sei: viraram donos de agência. Todos? Não, não. Acho que
o destino não agraciou tantos assim.
Então, o que houve? Foram abduzidos ou simplesmente perderam espaço
dentro das agências? Lembro de uma coisa no discurso do Ercílio
na cerimônia de entrega do Prêmio CCRJ/Folha Dirigida que me chamou
muita atenção. Ele dizia que nós vivemos uma equação
difícil, pois as agências precisam absorver os que chegam, mas
também não devem abrir mão dos mais experientes. Ele estava
certíssimo, porém nós sabemos que hoje, nessa balança,
os jovens geralmente se beneficiam por demandar salários mais baixos
e pelo discutível discurso de que têm mais gás e idéias
mais modernas.
Levanto essa bola justamente porque não posso conviver com a idéia
de que a criação publicitária carioca tende a seguir o
mesmo destino dos esportistas: envelheceu, dançou. É inaceitável,
visto que em outras profissões ocorre justamente o contrário:
quanto mais experiente, melhor. Engenheiros, advogados, jornalistas... seja
sincero, você prefere ser operado por um médico de sessenta ou
por um garotão de 25? Não estou aqui denegrindo ou batendo na
turma nova, pelo amor de Deus!!! (até porque ainda tenho 30 anos).
Estou justamente salientando uma questão que diz respeito ao futuro deles
também, pois ninguém tem 20 anos para sempre.
Fábio Barreto"
1º Encontro de Criação fez 25 anos
Há 25 anos, mais precisamente entre 30 de março e 2
de abril de 1978, o Clube de Criação do Rio de Janeiro realizou
no Hotel Glória o 1º Encontro Nacional de Criação
Publicitária, promovido pelo Conselho Nacional dos Clubes de Criação,
do qual participavam as associações de criadores dos estados da
Bahia, Ceará, Minas, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio
e São Paulo.
O evento, que reuniu centenas de profissionais e estudantes e teve como bandeira
"Pela ampliação do mercado de criação",
foi organizado pela Pulga Produções, nome que tinha na época
a Dinâmica Promoções, agência deste colunista e de
Marcia Brito. E como alguns dos materiais de secretaria do encontro ficaram
no nosso acervo, achei interessante aproveitar o momento de debate da sucessão
do CCRJ para recuperar um pouco desta história. No mínimo, vale
como lembrança para quem participou, como informação para
quem só chegou depois nesta profissão e como registro da história
do próprio CCRJ, que infelizmente ainda não existe no site do
clube.
A diretoria do CCRJ, na época, era composta por Pedro Galvão (Presidente),
Carlos Augusto Chagas (Vice-Presidente), Luiz Vieira (1º Secretário),
Sérgio Lima (2º Secretário), Ivânio Cunha (1º
Tesoureiro), Regina Laginestra (2º Tesoureiro), Carlos Martins (Diretor
Social) e Sérgio Toni (Diretor Cultural). Esta foi, aliás, a diretoria
que sucedeu à de José Monserrat Filho, o grande idealizador do
Clube de Criação do Rio.
O programa do evento começou no dia 30 de março, quinta-feira,
com um coquetel e sessão de abertura. A partir daí, ocupando todos
os salões do Hotel Glória aconteceram palestras, apresentações
de teses e debates de temas voltados à criação e à
publicidade, até a sessão de encerramento, dia 2 de abril.
A programação foi extensa. Vejam só o nível dos
participantes:
31 de março
10:00 h: Palestra de Roberto Duailibi. Tema: A raiz e as folhas.
19:00 h. Salão Nobre. Mesa-redonda e debate. Tema: O profissional de
criação e a realidade brasileira. Moderador: José Monserrat
Filho. Mesa: Antônio Torres, Carlos Sarno, Christina Carvalho Pinto, Ercílio
Tranjan, João Augusto Palhares, Leon Hirszmann, Luiz Antônio Vieira,
Nei Leandro de Castro, Neil Ferreira, Wander Cairo Levy, Ziraldo e Zélio
Alves Pinto
1º de abril
09:00h: Mesa-redonda e debate. Tema: A criação publicitária
e os problemas do mercado de trabalho nas diversas regiões do país.
Moderador: Jarbas José de Souza. Mesa: Carlos Chagas (Rio), Carlos Paiva
(Ceará), Carlos Verçosa (Bahia), Daniel Freitas (Minas), Ernani
Buchmann (Paraná), Roicles Coelho (Espírito Santo), Sérgio
Gonzales (Rio Grande do Sul) e Vicente Cecim (Pará).
14:00 h: Palestra de Eduardo Asênsio (Rede Globo). Tema: A televisão
e a criação de comerciais.
19:00h: Projeção de comerciais de cinema e televisão. Mesa-redonda
e debate. Tema: Existe vida inteligente no comercial brasileiro de cinema e
televisão? Moderador: Alex Periscinoto. Mesa: Andrès Bukowinski,
Carlos Estevão, Dorian Taterka, Franco Paulino, João Daniel Tikhomiroff,
Joaquim Pedro, José Fontoura da Costa, Júlio Xavier da Silveira,
Ronaldo Campos Moreira, Ronaldo Graça, Sérgio Graciotti, Sílvio
Campos Silva.
2 de abril
15:00 h: Palestra de José Monserrat Filho. Tema: Responsabilidades do
Profissional de Criação
17:30 h. Sessão plenária com as Conclusões do Encontro
Como é recomendável em um encontro deste porte, houve apresentações
de teses em três temas:
1 - Responsabilidades do profissional de criação perante o consumidor.
A Comissão de avaliação era formada por Alcides Fidalgo,
Antônio Batista, Carlos Martins, Carlos Pedrosa, Francisco Petit Reig,
Oswaldo Mendes, Paulo Tiaraju e Washington Olivetto.
2 - A valorização profissional e a defesa de padrões cada
vez mais altos de qualidade. Comissão: Aníbal Guastavino, Helga
Maria Miethke, Joaquim Gustavo, Klaus Isnenghi, Sérgio Lima, Sérgio
Mercer e Sérgio Toni.
3 - A formação profissional e o mercado de trabalho. Comissão:
Armando Mihanovich, Cléber Araújo, David Paiva, Elói Simões,
Leopoldo Câmara, Marcelo Silva e Sergino Souza.
Todas as palestras e teses foram reunidas, depois, nos Anais do Encontro, distribuídos
para os participantes. Este material, infelizmente, não consegui localizar
ainda no acervo da Dinâmica.
V&S
usa slogan da Volks
Todo mundo sabe que "Você conhece, você
confia" é o slogan institucional da Volkswagen. Mas, neste caso,
é da V&S. Para divulgar a conquista do escritório regional
da Volkswagen Minas Gerais, que se junta aos do Rio de Janeiro e Espírito
Santo atendidos pela agência há dois anos, a V&S aproveitou
o slogan da marca para fazer um balanço do ano de 2003 e destacar as
recentes conquistas da agência. Publicada hoje (19/09)
no Jornal do Brasil, a peça informa também a mudança da
V&S no próximo mês para a nova sede no Jardim Botânico.
A criação é assinada por Paulo Castro e Viviane Ferreira,
com direção de criação de Paulo Castro.
Forbes formaliza chapa para o Gap-Rio
O publicitário Eduardo Forbes divulgou esta
terça-feira, 23, os nomes que estão compondo a sua chapa para
a próxima eleição do Grupo de Atendimento e Planejamento
(GAP-Rio), marcada para o início de outubro. Segundo o candidato, o prazo
para a apresentação de novas chapas será de, no máximo,
uma semana. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada
pelo atual presidente da entidade, Marcio Borges, que não chegou a fazer
a convocação oficial para as eleições.
Esta é a composição da primeira chapa à se candidatar
para a sucessão de Borges no Gap-Rio:
Presidente: Eduardo Suplicy Forbes - Cooperativa de Comunicação
1º Vice Presidente: Celso Japiassu (Thinkers)
Vice-Presidente Executiva: Gueta Ridzi
Diretor Cultural: Pedro Paiva (ID&A)
Diretor de Atividades Interassociativas: Gilberto Garcia (Contemporânea)
Diretora de Comunicação: Marcia Brito (Message)
Diretor Administrativo-Financeiro: Flavio Martino (Thinkers)
Contemporânea promove Belmonte
Concorrendo a melhor boteco da cidade em votação
realizada pelo Rio Botequim, o bar Belmonte foi homenageado por seus assíduos
frequentadores. Zé Christão, Pedro Eboli e Carlos Pedrosa, da
Contemporânea, uniram o útil ao agradável e criaram panfletos
e cartazes para o botequim que fica a dois quarterões da agência
e que, segundo eles, já corre o risco de virar ponto de encontro oficial
dos publicitários carioca. " Quando soubemos que o Belmonte estava
concorrendo a essa votação, resolvemos fazer uma homenagem ao
bar que sempre frequentamos e que tem reunido cada vez mais gente do mercado",
explica Pedro Eboli.
Os cartazes mostram pessoas falando (bem ou mal) do bar e, no final, o texto
pede para acessar o site do Rio Botequim e dar seu voto ao Belmonte. Os outros
títulos que compõe a campanha são : "Mamãe
nunca vai ao Belmonte. Papai nunca voltou." ; "Pastel igual ao do
Belmonte, só o que eu deixo lá em casa." ; "No início
o safado trazia margaridas, rosas, violetas. Agora, é só tulipa."
e "Falei pra ela que botequim é lugar de homem. Aí ela foi."
Artplan
divulga mês da criança
A partir deste domingo começa a ser veiculada
a campanha criada pela Artplan para o Mês da Criança no Barrashopping,
que estará promovendo atividades recreativas com personagens de desenhos
animados do Cartoon Network.
Um dos anúncios destaca as Meninas Superpoderosas e traz o título
"Seu filho tem o dia todo para brincar. Elas têm que sair cedo pra
salvar o mundo". Em outra peça, o personagem é o cientista
mirim Dexter. O título "Pra ele sair de dentro daquele laboratório,
só se o programa for bom mesmo", aproveita o fato de Dexter nunca
sair de casa pra nada e passar horas fazendo experiências. Há ainda
peças divulgando a oficina de artes de Daniel Azulay, uma das atrações
do Mês da Criança.
A campanha tem início com uma página da Veja Rio deste domingo,
além de ilhas - anúncios em tamanhos distintos - na mesma edição.
A criação é de Roberto Vilhena e Alessandra Sadock com
Direção de Criação de Roberto Vilhena e Jorge Falsfein.
MG conquisa rede de restaurante
A MG acaba de conquistar, em concorrência, a conta do Rizzo
Gourmet, uma rede de restaurantes especializada em massas, grelhados, risotos
e saladas que está inaugurando sua 1ª loja do Rio, no Barra Shopping.
A campanha de mídia exterior e material impresso criada para a rede de
restaurantes ainda está em fase de aprovação e deverá
ser veiculada em outubro. Com três lojas nos Shoppings de São Paulo
a rede de restaurantes pretende inaugurar mais 6 lojas no eixo Rio São
Paulo.
Ministério do Turismo anuncia no Festival do Rio
Para participar da divulgação do Festival
do Rio de 2003, que começa nesta quinta-feira (25/09) e irá exibir
cerca de 300 filmes, a Espaço/Z desenvolveu um anúncio para o
Ministério do Turismo que será veiculado no catálogo do
Festival . "Como a maior parte do nosso trabalho está relacionado
a cinema, O Ministério do Turismo nos pediu para criarmos um anúncio
para o Anuário do Festival ", explica Alexandre Leão, um
dos criadores da peça. Segundo ele, a Espaço/Z é responsável
por 92% das campanhas de lançamento de filmes no Brasil.
A peça (foto) segue o conceito da campanha O Rio é coisa
de cinema e traz o logo do festival em close com o título: Gente
bonita, praias maravilhosas, cenários deslumbrantes, comidas e bebidas
típicas. No Festival do Rio você vai encontrar tudo isso. Dentro
e fora do cinema. O catálogo do Festival será distribuído
nas sessões do Festival a partir de amanhã (25/09). A criação
é de Alexandre Leão e Antônio Juninho Guerra.
REFORÇOS DO MERCADO
Popular (São Paulo-SP) - A agência reforça
sua equipe com duas novas contratações. Rodrigo Mauger (ex-Alpargatas,
TransBrasil, DM9, AlmapBBDO) entra para o atendimento da Popular e Lulú
Guarnieri (ex-Thompson,Salles, Ghirotti, Fischer) para a área de criação.
Le Pera (São Paulo-SP) - Wanderley Dóro
assume este mês a direção de criação da agência.
Dóro tem 23 anos de experiência e prêmios como Clio, Cannes,
NY Festival, London Festival, Fiap, One Show, Gramado, Profissionais do Ano,
ABP, Colunistas e Vox Populi. Ao contrário da maioria dos profissionais
da área, Dóro iniciou sua carreira na então DM9, na Bahia,
e em seguida foi para o Rio de Janeiro, por onde passou pela MPM, Artplan e
J.W. Thompson. Está em São Paulo desde meados de 1992 e já
trabalhou na Fischer América, Publicis Norton e Bates. McCann (Rio-RJ) - O redator Bruno Pinaud deixa a V&S
e passa a integrar a equipe da McCann-Erickson, fazendo dupla com Beto Werneck,
um dos supervisores de criação da agência. Com passagens
pela J.W. Thompson e Giovanni,FCB, Pinaud já está trabalhando
com produtos como Coca-Cola, Esso Mobil e Tim-click.
G/Staff
(Rio-RJ) - A agência anuncia três novas contratações
(foto). Para a área de atendimento, Adriana Marinho. Com passagens pela
Fortuna e Mental Mark, a profissional será responsável pela rede
de supermercados Zona Sul. Fabiana Araújo, ex Fortuna, entra para reforçar
o time operacional da agência. E a jornalista Andréa Barros, que
também já teve passagens pelas agências Giovanni,FCB e Casa
da Criação, passa a colaborar como assessora de imprensa da agência.
A1.Interativa (São Paulo-SP) - Com passagem pela
brasileira InterNort e pelas empresas americanas Agilent Tecnologies, Terra
Lycos e S.C.Corp, a publicitária Tatiana Vieira entra na agência
para assumir o cargo de Diretora de Planejamento. Tatiana será responsável
pelo desenvolvimento do planejamento estratégico de todos os clientes
da agência, entre eles Bridgestone Firestone, Cia Suzano, Zoomp, Zapping,
Cauê e Rio Quente Resorts.
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