Janela Publicitária    
 
  Publicada desde 15/07/1977.
Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 11/MAI/1984
Marcia Brito & Marcio Ehrlich

 

Janela Publicitária
Esta edição da Janela Publicitária foi publicada originalmente no jornal Tribuna da Imprensa.
O seu conteúdo foi escaneado e transcrito para ficar à disposição de consultas pela internet.

Aroldo propõe campanha para Rio crescer

Uma campanha publicitária para trazer de volta ao carioca o orgulho dele morar no Rio. Esta foi a proposta apresentada na última quarta-feira por Aroldo Araújo, diretor da Aroldo Araujo Propaganda e presidente do Conselho Permanente de Comunicação Social da Associação Comercial do Rio de Janeiro, durante reunião desta entidade.
A campanha teria o tema "Rio de Janeiro a Janeiro" para, segundo Aroldo, "demonstrar que este mercado é bom o ano inteiro para se morar, amar e trabalhar". Diz ele que sua ideia é dividir a promoção em apelo racionais, e emocionais de vendas, ficando o primeiro por conta da lembrança aos empresários de que "o Rio tem o 2º maior parque industrial brasileiro e um enorme potencial econômico", e os segundos nas beleza natural do Estado, capaz de estimular os atuais moradores e ainda trazer turistas.
Dentro do estímulo interno, também seria utilizado o slogan "Eu sou mais Rio", com aproveitamento em "merchandising" de toda espécie, como selos, camisetas, broches, etc., a exemplo do que foi realizado recentemente em Nova Iorque com a campanha "I Love New York".
Os anúncios e os comerciais apresentariam testemunhais de personalidades que tenham se consagrado no Rio de Janeiro mesmo não sendo nascidas cariocas.
Aroldo Araújo afirma que esta campanha atende aos anseios dos empresários cariocas com que tem mantido contato, inclusive do setor publicitário. Ele acredita que, no momento econômico difícil por que passa o país, "é fundamental que se inicie uma campanha bairrista como esta, melhorando o ânimo interno da população e dos empresários, o que acabaria se refletindo na economia do Estado, pela atração de novos negócios e investimentos".
Apesar de ter recebido o apoio dos empresários presentes à reunião, a campanha de Aroldo ainda não tem prazo certo ou mesmo a garantia de que será lançada. Ainda sem uma estimativa concreta de custos - pode-se prever porém que seja dispendiosa - ou de que esforços conseguirão ser mobilizados, o publicitário agora iniciará contatos com outras entidades para verificar quais efetivamente se disporiam a participar do grupo de coordenação da campanha ou então a patrocinariam, recolhendo os indispensáveis fundos de seus associados.

Propaganda fica fora do Estatuto das Micros

As empresas de propaganda e publicidade mais uma vez foram discriminadas pelo Governo, perdendo o direito de se beneficiar das isenções que pretende o Estatuto da Microempresa. Até agora, não ouvimos qualquer manifestação das entidades o setor a respeito, mas nos parece que existem aqui dois equivocos, que o mercado precisa estar atento:
1º - NEM TODA AGÊNCIA DE PROPAGANDA É RICA. Ao contrário do que pode parecer pelas colunas e festas da propaganda, a indústria publicitária brasileira não é só formada de grandes agências e de multinacionais. No último ranking da Fenapro, por exemplo, 37% (vejam bem, mais de um terço) das agências relacionadas tiveram em 1983 uma receita inferior a 110 milhões de cruzeiros, ou seja, o limite em ORTN fixado pelo Governo para uma empresa ser considerada micro. E a lista da Fenapro nem de longe é representativa do número de agências existentes no Brasil.
2º - NEM TUDO EM PROPAGANDA É CORRETAGEM. O Estatuto da Microempresa, ao que parece, não considera a existência de empresas de prestação de serviços. De maneira geral, estão fora dos seus benefícios empresas que vivam de comissões (corretores imobiliários etc.), e que se baseiem em serviços considerados de autônomos (médicos, dentistas, advogados, etc.).
Só que a forma de remuneração das agências por comissão de veiculação deve ter causado no Governo uma visão desvirtuada do verdadeiro trabalho de uma agência de propaganda. Afinal, para efetuar atendimento, criação, pesquisa, mídia, etc, uma agência necessita uma sofisticada estrutura interna, com um ritmo e volume de produção que, este sim, corresponde ao trabalho pelo qual a agência, mesmo a micro, é remunerada.
Infelizmente, a única associação de propaganda que pretendia defender as pequenas e médias agências não deu certo. Mas garantir a sobrevivência destas empresas é uma obrigação para quem pensa com grandeza no futuro deste mercado. Vamos esperar que os líderes da atividade não fiquem calados.

Hollywood traz para o Rio prêmio de produção da Globo

MPM para Souza Cruz / Hollywood: ParaquedasO comercial Hollywood Paraquedas, criado pela MPM-Rio e produzido pelo Jodaf para a Souza Cruz, conquistou o título do Melhor Produção do Prêmio Profissionais do Ano 83, promovido pela Rede Globo de Televisão. O resultado foi divulgado na última terça-feira, durante festa realizada em São Paulo, e que contou com a presença de publicitários vindos de todo o pais, a convite da emissora.
Na mesma premiação, o comercial Trânsito, criado pela Standard Ogilvy & Mather para a Shell, conseguiu o Prêmio Mercado Nacional, ficando o Prêmio Campanha com a série de comerciais criados pela agência paulista Rino para a Rádio Globo FM. A campanha da Rádio Globo, aliás ainda deu para a Rino mais uma medalha: o comercial Pizzaiolo foi selecionado com o Prêmio de Melhor VT.
O resultado do Profissionais do Ano teve também uma curiosidade: Por uma idiossincrasia do regulamento, as votações dos prêmios regionais (Mercados Sudeste, Sul, Norte etc.), são realizadas em dois turnos. Um júri regional, formado de profissionais das diversas praças a que corresponde a região, vota nos respectivos comerciais, para escolher os seus finalistas. Os comerciais escolhidos, no entanto, ainda são submetidos a uma nova avaliação pelo "júri nacional", composto por outros profissionais, e que anula os resultados numéricos da votação regional.
Foi o que aconteceu este ano na Regional Sudeste. O júri regional, reunido no último mês, havia votado em quatro filmes, que receberam as seguintes pontuações: Homem Ocupado (Pubblicità), 7,26; Paraquedas (MPM), 6,79; Tootsie II (Almap), 6,79; e Passa Gourmet (DPZ), 6,37. Quando foi para o julgamento nacional, o quarto colocado passou os outros três (!), e o comercial da DPZ foi escolhido para o Prêmio Sudeste

Brainstorming • Brainstorming • Brainstorming

• COLUNÁVEIS - A poeira que recentemente levantou no colunismo publicitário paulista já está começando a assentar. Com a saída de Armando Ferrentini do jornal "Diário Popular", também deixou de ser publicada naquele jornal a coluna "Asteriscos". A partir deste domingo, o caderno publicitário do "Diário Popular" passa a ser editado pelo também colunista social Amaury Júnior, com o curioso nome de "Fala-se Dipropaganda". E a equipe inteira de "Asteriscos", já a partir deste domingo, transfere-se, com o mesmo titulo, para um outro jornal: a "Gazeta Esportiva".
• CONTA SAUDÁVEL - O Bradesco acaba de entregar para a SGB a sua conta de Seguro Saúde, a parte que a empresa havia absorvido da Golden Cross, correspondente aos planos DAME (para empresas) e Internacional (pessoas físicas). Pode-se prever uma boa veiculação publicitária.
• MAIS SAÚDE - Outra conta de seguro-saúde que está em novas mãos é a EBAM, que passou a ser atendida pela Garden Publicidade, e já entra com comercial novo no ar este domingo no Fantástico.
Aliás, falando em Garden, já se sabe para onde foi o Sérgio Pavan, que deixou a sociedade da agência no último mês. Ele abriu uma nova empresa de propaganda com sua filha Mônica Pavan e Selma Athayde, ambas ex-contatas da Garden. A nova agência chama-se S2M.
• TVS MUDA - A TV Studios no Rio tem novo diretor comercial. É Reginaldo Dória, ex-TV Globo, que assumiu esta semana no lugar de Caio César Valli, que estava na emissora praticamente desde a sua instalação neste mercado. Caio, no entanto, havia saído no final do mês passado da emissora, para assumir uma Direção de Atendimento na Artplan.
• NOVAS CONTAS DA FORD - A Ford criou novas contas publicitárias dividindo-as entre as suas agências Salles e J. W. Thompson, para o lançamento de novos produtos no mercado brasileiro. A Salles cuidará de dois novos utilitários de uso misto, com tração 4x4, que serão apresentados em meados de 1985, além de responder por toda a propaganda institucional da Ford. A Thompson terá a responsabilidade da campanha de uma nova linha Ford de caminhões pesados, que também será lançada ao público durante o próximo ano. No mais, os produtos da Ford continuam sem alterações nas duas agências.
• ESCALA MAIOR - A VS Escala, agência de Lula Vieira e Valdir Siqueira, já está agora com três duplas de criação. A agência, inclusive, acaba de trazer de São Paulo o diretor de arte Rooney Papa, que estava na DPZ.
• HAJA TALENTO - Foi finalmente lançado quinta-feira, em São Paulo, o guia "Talento", adaptação brasileira do "The Creative Black Book" americano. Na versão nacional, estão relacionados os nomes de 2.500 fornecedores, produtoras de filmes, som, audiovisuais, ilustradores, fotógrafos etc. O guia tem 554 páginas, sendo 400 de anúncios, e será vendido a 45 mil cruzeiros.
• PERNAS PARA QUE TE QUERO - Pelo menos Cr$ 2 bilhões e 500 milhões a São Paulo Alpargatas estará investindo nos próximos três meses para promover a sua nova linha de jeans "Top-Plus" que, segundo a empresa, é o resultado de intensas pesquisas antropométricas para descobrir as medidas ideais do usuário brasileiro de jeans. A Alpargatas espera que a Top-Plus represente em dois anos 60 por cento do total da produção de calças da empresa.