• Em ato coletivo contra o racismo Flamengo mobiliza Maracanã

    Durante a partida entre Flamengo e Remo, realizada nesta quinta-feira, dia 19 de março, no Maracanã, o clube carioca promoveu uma ação contra o racismo, no círculo central do campo. Antes do início do jogo, a equipe convidou as torcidas a participarem do ato, mobilizando atletas e público em uma manifestação coletiva de posicionamento contra a discriminação.

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    Criada pela Artplan, a iniciativa marcou a participação do Flamengo na agenda da 18ª ODS da ONU, voltada para o combate ao racismo aqui no Brasil. O Flamengo, recentemente, passou a integrar o programa Futebol pelas ODS, que reúne iniciativas globais, entre elas o racismo.

    A ação contou com a participação de todo o estádio, com jogadores e torcedores realizando simultaneamente o gesto antirracista: braços cruzados em ‘X’, utilizado por árbitros em casos de ofensas raciais. A ideia foi transformar o momento em uma manifestação coletiva, ampliando a visibilidade de um assunto tão importante em um dos principais palcos do futebol brasileiro e mundial.

    Para Flavia da Justa, diretora de Comunicação do Flamengo, “O combate ao racismo é uma prioridade do clube, e usar o futebol como plataforma de conscientização é parte do nosso papel. O Flamengo é uma Nação diversa, e é justamente essa diversidade que nos fortalece”.

    A ação dá continuidade à campanha lançada em 2025, que propôs o reconhecimento da Nação como a primeira ‘nação simbólico-cultural’ do mundo. Vem também ampliando a visibilidade do movimento com ativações como a presença na Times Square, durante a Copa do Mundo de Clubes 2025. A petição enviada à ONU ano passado reuniu mais de 600 mil assinaturas nas primeiras 48 horas após seu lançamento, anunciado por Zico.

    O projeto partiu de um mapeamento das iniciativas já realizadas pelo Flamengo em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que apresentam 17 metas globais estabelecidas por países-membros para orientar prioridades até 2030. A partir dessa análise, o clube identificou que já atendia às 17 ODS e que, no contexto brasileiro, havia ainda uma 18ª frente adicional voltada ao combate do racismo. Para o Flamengo, o combate ao racismo vai além de um posicionamento institucional: é uma política do clube, prevista em seu estatuto e refletida nas práticas do dia a dia.

    Ricardinho Weitsman, ECD da Artplan,  conta que “A ação no Maracanã traduz de forma concreta o que significa ser uma Nação. Ao mobilizar jogadores e torcida em torno do combate ao racismo, o Flamengo transforma sua potência popular em uma plataforma de impacto social. É mais um passo importante na busca da Nação para ser reconhecida como a primeira nação simbólico-cultural do mundo”.

    Em paralelo, o clube ampliou esse movimento ao avançar na agenda de reconhecimento institucional da Nação no Brasil, e protocolou, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o pedido para que seja reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do país.

    Renata Suter

    Jornalista, Renata Suter é editora da Janela Publicitária

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