Uma ação do Unicef em três cidades brasileiras — São Paulo, Salvador e Belém — está estimulando o brasileiro a votar nas próximas eleições pensando na educação.
Criada pela equipe da Artplan de Brasília, a estratégia foi mobilizar a opinião pública para o que seria a inauguração, pelo Unicef, em praças de grande circulação de público, de um monumento em homenagem à educação. Neles, estavam representados uma professora e seis alunos em uma sala de aula.
Só que, menos de uma semana depois de o público se acostumar por passar pelos monumentos, todas as crianças desapareceram. As cadeiras da sala de aula surgiram vazias, com apenas a professora presente.
Criada a curiosidade, as personagens foram reaparecer em ruas do entorno, com novas estátuas representando, agora, as mesmas crianças em situações de vulnerabilidade, catando latinha, vendendo balas, segurando um bebê, pedindo esmola ou sofrendo bullying, situações que o Unicef, no briefing passado para a agência, identificou como sendo as principais causas da evasão escolar.
Segundo Gustavo Tirre, diretor de criação da Artplan Brasília, em conversa com a Janela, o redator Thiago Diniz e o diretor de arte Gustavo Viana, dupla responsável pelo trabalho, criaram as referências de como estariam as seis crianças nos dois diferentes momentos e, em cada cidade, as cenas foram esculpidas por artistas locais, para a mecânica ser reproduzida da mesma forma.
Os locais escolhidos para os monumentos foram o Parque do Ibirapuera (São Paulo), Parque da República (Belém) e Largo do Campo Grande (Salvador), por estarem em capitais dos estados mais populosos nas três regiões em que o Unicef atua: Norte, Nordeste e Sudeste.
Durante a ativação, ainda, nas redes sociais foram mobilizados os embaixadores do Unicef – Thaynara OG, Lázaro Ramos, Renato Aragão — e o conselheiro Luciano Huck, além de outros como a professora Jessilane e a cantora Iza, não só para falarem na relevância da iniciativa, como levantar os questionamentos do que estava acontecendo em cada fase da campanha.