Janela Publicitária    
 
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Na Web desde 12/07/1996.
 

Janela Publicitária - Edição de 30/MAI/2014
Marcio Ehrlich

 

DPZ Rio ganha Macaé em meio a cortes na equipe

Ronaldo Rangel, diretor geral da DPZ, está de férias e não participou dos cortes.
EM PRIMEIRA MÃO - Em pleno turbilhão da demissão de cerca de 15 de seus funcionários, a DPZ-Rio recebeu na última semana a notícia de que estava sendo oficializada como a vencedora da concorrência pela conta da Prefeitura de Macaé, avaliada em R$ 16 milhões.
A disputa, iniciada ainda em 2013, já havia definido, em março último, a DPZ como vencedora das propostas técnicas, com a pontuação de 84,33, seguida pela Publiká 7, com pontuação de 73,33 pontos, e pela Artplan, com 72,34. Não alcançaram a pontuação mínima de 70 pontos e foram desclassificadas as agências Cortes Vieira, FSB, Giacometti, Nacional, OCP e Três Midias.
De lá para cá, o processo continuou se arrastando até, finalmente, o resultado com o nome da vencedora ser publicado na última semana em Diário Oficial, a partir do que começou a correr o prazo legal de 5 dias úteis para a apresentação de recursos. A previsão de assinatura do contrato é para a próxima semana.
A conta da Prefeitura de Macaé era atendida, até 2012, pelas agências Eurofort e Octopus.
CORTES
A notícia da conquista da conta de Macaé não amenizou no escritório carioca da DPZ o clima triste pelas demissões que aconteceram nas últimas semanas, envolvendo de 12 a 15 funcionários que -- segundo informações recebidas pela Janela -- foram selecionados por idade e antiguidade. Sairam na leva nomes como o criativo Fred Coutinho, a mídia Eliana Sales e a secretária da diretoria Regina Burgum. Em meio às demissões, chegaram a surgir, no mercado, boatos de que o diretor geral do escritório, Ronaldo Rangel -- também presidente da ABP -- estaria na lista. A agência nega e informa que Ronaldo está fora do país, em viagem de férias (seus filhos moram nos Estados Unidos), retornando ao posto na próxima segunda-feira, 2 de junho.
Ainda de acordo com informações não-oficiais, a DPZ-Rio estaria agora com cerca de 20 a 25 funcionários da área técnica. Mas um profissional da agência, que pediu para não ser identificado, garantiu que a empresa continua com equipe suficiente para atender os seus atuais clientes, como a Coca-Cola institucional, o Governo do Estado do Rio, a construtura PDG e, agora, a Prefeitura de Macaé.

DM9Rio adota o cafezinho para falar da Firjan em 2014

O cafezinho, hábito nacional de todas as horas, amarra a campanha da DM9Rio para a Firjan em 2014.
A nova campanha da Firjan, criada pela DM9Rio, conseguiu sair do lugar comum dos comunicados de entidades de classe adotando o brasileiríssimo cafezinho como seu tema.
A partir do título "Café com Firjan", cinco comerciais serão produzidos em diferentes locações para que, em clima de documentário de televisão, o ator Bruno Padilha, no papel de host, tome um cafezinho com diferentes personagens enquanto os entrevista sobre como o Sistema Firjan mudou a sua vida.
A imagem do cafezinho abre o comercial e o "programa" só começa com o conhecido barulhinho da colher de café batendo na xícara. Além disso, o café também entra na estratégia de mídia, segundo conta para a Janela o VP de criação da DM9Rio, Álvaro Rodrigues.
- Todos os comerciais serão veiculados no horário da manhã, quando as pessoas estão tomando ou acabaram de tomar o seu café da manhã, explica o publicitário, completando: "Assim como ninguém sai de casa sem o seu café, também não vai sair sem a informação da Firjan".
Rodrigues é fã de um cafezinho:
- O café consegue transitar por todos os perfis profissionais e sociais. Um cafezinho puxa um bom papo, que puxa várias histórias. Ele aproxima pessoas e é onde as melhores conversas acontecem. O Café com o Sistema Firjan é isso: uma pausa para você saber o que a Federação das Indústrias faz pelas pessoas no estado do Rio.
O primeiro comercial -- filmado no Braz da Barra -- entrou no ar na última semana, aproveitando a comemoração do Dia da Indústria.
Ficha Técnica
Direção de Criação: Álvaro Rodrigues, Diogo Mello
Criação: Álvaro Rodrigues, Diogo Mello, Marcio Doti, Otavio Mello
Produtor de RTVC: João Maia
Atendimento/ Agência: Márcia Aguiar, Andrea Carneiro, Fernanda Schlossmacher
Planejamento: Polika Teixeira, Gabriella Barreto
Mídia: Aline Freitas, Renata Vasconcelos, Luísa Amaral, Fernanda Bahiana
Direção/Filme: Caio Abreia
Diretor de Criação/Produtora: Felipe Rodrigues
Diretor de Fotografia: Jacques Cheuiche
Direção de de Atendimento: Sabrina Val
Diretora de Produção: Luca Macedo
Produção de Elenco: Hugo Mattos
Direção de Arte: Gabriella Valverde
Figurino: Evelyn Branco
Finalizador: Lucas Lodi
Montagem: Julio Souto
Correção de Cor: Psycho n’ look
Produtora de Áudio: Sonido
Art Buyer: Ana Pinheiro
Fotografia: Studio H
Aprovação Cliente: Daniela Teixeira e Fernanda Marino

Cleverson Valadão prepara sucessão no Sindicato dos Publicitários

Cleverson Valadão Ridolfi deixa a presidência do Sindicato dos Publicitários depois de 18 anos.
Encerra-se esta sexta-feira, 30 de maio, o prazo para impugnação da chapa única, encabeçada por Roberto Souza Monteiro, da WMcCann, que concorrerá à sucessão de Cleverson Valadão Ridolfi no Sindicato dos Publicitários do Rio de Janeiro. O recurso legal, no entanto, não deverá ser acionado, garantiu Cleverson à Janela, por ter o Sindicato "cumprido todas as exigências legais" no lançamento da chapa de continuidade à atual diretoria.
A eleição de Roberto Monteiro interrompe a gestão do atual presidente, inciada há 18 anos, em 1996, quando Cleverson e Ítalo Gargiulo foram empossados como interventores da entidade, por conta de uma decisão judicial favorável ao processo que o diretor comercial do Jornal do Commercio, Jairo Paraguassu, moveu contra a presidente do Sindicato à época, Maria Helena Fuzer.
Desde então, Cleverson vinha sendo reeleito no comando, mas este ano decidiu que não disputaria mais a reeleição. O dirigente diz, no entanto, que deixa a entidade financeiramente estável. "Temos 700 mil reais em conta", se orgulha Ridolfi, que assegura não haver nenhum passivo na contabilidade do Sindicato.
A eleição da nova diretoria está marcada para 24 de julho próximo, com a seguinte composição de chapa para os cargos efetivos:
DIRETORIA
Presidente: Roberto Souza Monteiro (WMcCann)
Secretário Geral: Nílandi Carneiro de Oliveira (Aposentado)
Secretário do Trabalho e Previdência: José Agenilson Santos (Perfil)
Secretário de Finanças: Cleverson Valadão Ridolfi (JWT)
Secretário de Divulgação: Roberto Alves (JB)
Secretário de Assuntos Sociais, Culturais e Recreativos: Edson Perrota Matias (Rádio Tupi)
Secretário Patrinonial: Rafael Artur de Azevedo Moraes (O Dia)
CONSELHO FISCAL
David Klajmic (Aposentado)
Jorge Maurício dos Santos (Agenciador)
Berenice Maria da Silva (Agenciador)
DELEGADOS
Roberto Souza Monteiro (WMcCann)
Cleverson Valadão Ridolfi (JWT)

Staff deixa de atender a conta do Bacalhau Riberalves

Em 2013, a Staff chegou a produzir comercial de televisão para a Ribeiralves.
A Staff está anunciando que, após seis anos de atendimento à conta do Bacalhau Riberalves -- cuidando inclusive do lançamento da marca no Brasil --, decidiu abrir mão da conta.
Para a Janela, o diretor de criação e sócio da agência, Paulo Castro, informou que, a despeito da relação pessoal de amizade que ele continua mantendo com o diretor da Riberalves, Marcelo Nasser, houve discordância na estratégia de comunicação que deveria ser seguida para a empresa.
A Staff chegou a conquistar vários prêmios para o cliente com comerciais e ações de merchandising em programas de televisão. No entanto, nos últimos tempos, a Riberalves vinha focando apenas em redes sociais e materiais de ponto de venda, segundo Castro.
Atualização em 30/05/2014
De acordo com informações que chegaram à Janela, a conta da Riberalves já tem destino: a agência Casa da Criação, dos publicitários Marcos Calvi e Noel de Simone.

Conar dá um tiro no pé e ajuda a promover o BomNegócio.com

O comercial do Compadre Washington teve 29,9 vezes mais votos positivos que negativos no Youtube. Mas o Conar parece só levar em conta quem não gostou.
Todo publicitário apoia o Conar. Melhor ter um sistema de auto-regulamentação que ficar à mercê dos deputados que já sabemos como são.
Só que esta semana, o Conar tomou uma decisão que conseguiu praticamente a unanimidade de repúdio do mercado publicário, ao censurar o comercial do Cumpadre Washington por conta do "Vem, ordiná..." que encerra a fala do personagem na mais bem sucedida campanha dos últimos anos da televisão brasileira, a do BomNegócio.com.
O puritanismo da decisão já seria suficiente para nos assustar, colocando em suspeita um eventual tradicionalismo dos membros do Conselho de Auto-Regulamentação. Mas surpreende ainda mais é ver cair a ficha de que meras 50 pessoas -- que o Conar registra como tendo reclamado do filme -- são capazes de causar um estrago deste tamanho em toda a cadeia de produção publicitária, envolvendo o cliente, a agência, a produtora, o músico e os veículos em que eventualmente a exibição estivesse programada.
Ou seja, o Conar permitiu que se repetisse, para a indústria publicitária, o mesmo incômodo que a sociedade brasileira tem vivido nos últimos tempos quando uma dúzia de insatisfeitos com qualquer situação é capaz de bloquear avenidas e estradas, sem qualquer consideração com o direito de a população ir e vir.
Por que a opinião negativa destas 50 pessoas é mais importante, por exemplo, que a das 5.262 que clicaram em "Gostei" na página do comercial do Youtube até o momento em que escrevíamos este texto? Para dar uma ideia do nível de aprovação do filme do Compadre Washington, o comercial com Maradona, o que mais chegou perto, tinha hoje com 4.666 curtidas. Três vezes mais pessoas gostaram do filme censurado que do comercial com o Supla, que ficou em terceiro lugar com 1.745 curtidas.
Assim como -- está na imprensa -- juristas e outras lideranças da sociedade já se manifestam contra as interrupções no trânsito por minorias, está na hora de o mercado publicitário questionar que direito é esse dado aos mal-humorados ou hipersensíveis de decidirem o que milhões de outros brasileiros gostariam de assistir.
Democracia não é o direito da minoria. O que está acontecendo é a ditadura do maldito "politicamente correto", arma brandida pelos pobres de espírito que infelizmente se espalham em todas as sociedades.
No mais, o que o Conar conseguiu mesmo foi a antipatia pela sua decisão. E jogar o BomNegócio.Com na mídia e na posição de vítima. Sairam fortalecidos, em imagem, o cliente, sua agência e a criação. Até porque, bons comerciais na campanha não faltam para colocarem no lugar.