Voltar Imprimir Enviar p/ um Amigo

Prole desiste de dividir a conta de R$ 45 milhões do Ministério do Esporte

Renato Pereira
Renato Pereira, diretor da Prole
A agência carioca Prole, do publicitário e marqueteiro Renato Pereira, abriu mão, na última sexta-feira, da conta de R$ 45 milhões anuais do Ministério do Esporte, comandado pelo peemedebista carioca Leonardo Picciani. A conta foi ganha por concorrência no último mês de outubro, dividindo com a Agência Nacional, sua companheira, aliás, na conta da igualmente peemdebista Prefeitura do Rio de Janeiro de Eduardo Paes.

A alegação, segundo circulou pelo mercado, teria sido a de que a receita proveniente do percentual de 50% naquela verba não seria suficiente para a agência montar em Brasília a estrutura exigida no edital, envolvendo a contratação de pelo menos oito profissionais, todos eles com nível superior, além outros oito -- igualmente de graduação superior -- para participar de uma Central de Mídia exclusiva para o cliente.

A Janela tentou, sem sucesso, contato com diretores da Prole, para confirmar a informação. Mas outro dirigente de agência do Rio de Janeiro, que preferiu não se identificar, estranhou que Pereira só tenha percebido dificuldades na montagem de um escritório da Prole em Brasília após a conquista da conta, já que as exigências constavam de toda a documentação do Ministério do Esporte quando a licitação foi lançada. Além disso, diz o executivo:

- "Se a agência considerar um cliente com verba anual de R$ 22,5 milhões (ou seja, metade do valor da conta), isso daria, numa rentabilidade média de 15%, uma receita mensal de R$ 285,25 mil, o que supera de longe o que muita agência brasileira, com mais até que 8 funcionários, fatura líquido por mês", explicou.

A notícia deixou o mercado carioca temeroso pelo futuro da Prole, que nasceu em 2005 e começou a aparecer mais no Rio em 2007, atendendo todas as gestões do PMDB carioca, leia-se aqui os seguidos mandatos de Sérgio Cabral, Pezão e Eduardo Paes. Vale registrar que um de seus sócios fundadores, André Eppinghaus, já deixou a empresa em março de 2015. E em outubro último, a agência reduziu drasticamente a sua equipe de criação -- mantendo apenas três profissionais --, após a derrota do candidado do PMDB, Pedro Paulo, às eleições para a Prefeitura do Rio, o que inviabilizará a sua continuidade na conta. Além disso, é sabido que o Governador Pezão, em dívida com seus próprios funcionários, não está pagando suas agências nem os fornecedores de publicidade do Governo do Estado do Rio, tirando do PMDB qualquer chance de eleger um de seus políticos na próxima eleição para o cargo, em 2018.

A Prole apresenta, em sua carteira, a conta da Light. Ela também prestou serviços a outro peemedebista, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf. Renato Pereira foi o marqueteiro da derrotada campanha de Skaf à prefeitura paulista, além de ter desenvolvido a campanha "Não Vou Pagar o Pato" para aquela entidade, durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. Por outro lado, Pereira venceu a disputa pela Prefeitura de Niterói, reelegendo o candidato do PV, Rodrigo Neves.

Com a renúncia da Prole à conta do Ministério do Esporte, subiu de posição a agência Calia, que havia sido classificada em 3º lugar.

(Marcio Ehrlich - 06/12/2016)

 
[ ÚltimasAnterioresGuia do MercadoSobreFale Conosco ]
 
Copyright 2017 © Todos os direitos reservados a Janela Publicitária.