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			<title>Penafiel</title>
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			<dc:date>2007-02-19T13:59:35Z</dc:date>
			<dc:creator>Padilha</dc:creator>
			<dc:subject>Almo&#231;o</dc:subject>
			<description>
Alguns bares e restaurantes hist&#243;ricos nos conduzem a lugares e &#233;pocas distantes, muito al&#233;m da gastronomia. O Penafiel, no mesmo lugar desde 1913, &#233; um deles. Foi isso que pensei quando sa&#237; do caos das ruas do centro do Rio e atravessei a estreita entrada do restaurante, onde o couro de um bezerro, gravado com o Bras&#227;o do estabelecimento, protege um balc&#227;o refrigerado contra o sol forte da hora do almo&#231;o.


Neste canto da cidade, o s&#233;culo XX resiste elegantemente &#224; passagem do tempo e das pessoas alheias &#224;s suas hist&#243;rias. Parecia que eu entrava em um antiqu&#225;rio.

L&#225; dentro, o sal&#227;o &#233; reto e comprido, com p&#233;-direito alto, paredes de azulejos brancos, ventiladores italianos da d&#233;cada de 40 e lustres de l&#226;mpadas fluorescentes. &#8220;As primeiras do Rio de Janeiro. Compradas na Galeria Silvestre!&#8221;, garante com orgulho o propriet&#225;rio Ricardo Silva, neto do fundador. Que carioca com mais de 35 anos n&#227;o lembra da r&#225;dio rel&#243;gio e sua vinheta de patroc&#237;nio &#8220;Depois do sol, quem ilumina o seu lar &#233; a Galeria Silvestre&#8221;?

Lembran&#231;as da cidade portuguesa de Penafiel, espalhadas pelas paredes, atestam a origem lusitana da casa. Fotos da Igreja da Matriz, do Mosteiro de Pa&#231;o de Sousa, do Sameiro, entre outras. A hospitalidade e a simplicidade com que recebem os clientes tamb&#233;m s&#227;o caracter&#237;sticos dos portugueses.

No fundo do sal&#227;o, os pratos do dia ficam expostos em um balc&#227;o para que sejam mostrados aos clientes, como o arroz de lula com br&#243;colis ou a especialidade portuguesa l&#237;ngua defumada com feij&#227;o manteiga. No card&#225;pio h&#225; &#243;timas op&#231;&#245;es, como o bacalhau desfiado e gratinado com arroz de br&#243;colis ou a posta de cherne ao alho e &#243;leo com batatas cozidas e cebola frita. Essa &#250;ltima &#233; para comer de joelhos. Mas h&#225; pratos brasileir&#237;ssimos e excelentes, como o mineiro frango com quiabo e batatas portuguesas (ok, as batatas s&#227;o portuguesas), que chega a fazer inveja aos preparados em Minas.

Antes de pedir o prato principal, d&#234; in&#237;cio aos trabalhos pelo petisco do dia, como as famosas empadas de camar&#227;o, que s&#243; saem &#224;s sexta-feiras.


No quesito sobremesas, minha sugest&#227;o &#233; o caseiro doce de laranja-da-terra. &#201; a especialidade da casa. Ou, se preferir, o delicioso mineiro de botas, que &#233; feito com banana frita e queijo minas derretido.

N&#227;o deixe de reparar na arquitetura do lugar. A mob&#237;lia original muito bem conservada, o mezanino com o nome do restaurante, a cozinha ampla e arejada. Em especial, n&#227;o deixe de reparar na pia. Ela &#233; original, com acabamento de m&#225;rmore e tem ao seu lado uma inusitada escarradeira, talvez a &#250;ltima da cidade. Lembran&#231;a de um tempo em que era normal as pessoas &#8220;limparem a garganta&#8221; em p&#250;blico. No entanto, voc&#234; pode ir sossegado que o apetrecho continua l&#225;, mas n&#227;o &#233; mais utilizado por ningu&#233;m.

Penafiel
Av. Senhor do Passos, 121
Centro &#8211; Rio de Janeiro
(21) 2224-6870

</description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="youtube center"><object type="application/x-shockwave-flash" style="width:425px; height:350px" data="http://www.youtube.com/v/D-sEzi9Iz9k"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/D-sEzi9Iz9k" /></object></div>
<p>Alguns bares e restaurantes hist&#243;ricos nos conduzem a lugares e &#233;pocas distantes, muito al&#233;m da gastronomia. O Penafiel, no mesmo lugar desde 1913, &#233; um deles. Foi isso que pensei quando sa&#237; do caos das ruas do centro do Rio e atravessei a estreita entrada do restaurante, onde o couro de um bezerro, gravado com o Bras&#227;o do estabelecimento, protege um balc&#227;o refrigerado contra o sol forte da hora do almo&#231;o.</p>

<div class="image_block"><img src="http://www.janela.com.br/blogs/media/padilha/penafiel-01.jpg" alt="Penafiel (Entrada)" align="right" width="250" height="243" /></div>
<p>Neste canto da cidade, o s&#233;culo XX resiste elegantemente &#224; passagem do tempo e das pessoas alheias &#224;s suas hist&#243;rias. Parecia que eu entrava em um antiqu&#225;rio.</p>

<p>L&#225; dentro, o sal&#227;o &#233; reto e comprido, com p&#233;-direito alto, paredes de azulejos brancos, ventiladores italianos da d&#233;cada de 40 e lustres de l&#226;mpadas fluorescentes. &#8220;As primeiras do Rio de Janeiro. Compradas na Galeria Silvestre!&#8221;, garante com orgulho o propriet&#225;rio Ricardo Silva, neto do fundador. Que carioca com mais de 35 anos n&#227;o lembra da r&#225;dio rel&#243;gio e sua vinheta de patroc&#237;nio &#8220;Depois do sol, quem ilumina o seu lar &#233; a Galeria Silvestre&#8221;?</p>

<p>Lembran&#231;as da cidade portuguesa de Penafiel, espalhadas pelas paredes, atestam a origem lusitana da casa. Fotos da Igreja da Matriz, do Mosteiro de Pa&#231;o de Sousa, do Sameiro, entre outras. A hospitalidade e a simplicidade com que recebem os clientes tamb&#233;m s&#227;o caracter&#237;sticos dos portugueses.</p>

<p>No fundo do sal&#227;o, os pratos do dia ficam expostos em um balc&#227;o para que sejam mostrados aos clientes, como o arroz de lula com br&#243;colis ou a especialidade portuguesa l&#237;ngua defumada com feij&#227;o manteiga. No card&#225;pio h&#225; &#243;timas op&#231;&#245;es, como o bacalhau desfiado e gratinado com arroz de br&#243;colis ou a posta de cherne ao alho e &#243;leo com batatas cozidas e cebola frita. Essa &#250;ltima &#233; para comer de joelhos. Mas h&#225; pratos brasileir&#237;ssimos e excelentes, como o mineiro frango com quiabo e batatas portuguesas (ok, as batatas s&#227;o portuguesas), que chega a fazer inveja aos preparados em Minas.</p>

<p>Antes de pedir o prato principal, d&#234; in&#237;cio aos trabalhos pelo petisco do dia, como as famosas empadas de camar&#227;o, que s&#243; saem &#224;s sexta-feiras.</p>

<div class="image_block"><img src="http://www.janela.com.br/blogs/media/padilha/penafiel-02.jpg" alt="Penafiel (Doce de Laranja)" title="" width="350" height="171" /></div>
<p>No quesito sobremesas, minha sugest&#227;o &#233; o caseiro doce de laranja-da-terra. &#201; a especialidade da casa. Ou, se preferir, o delicioso mineiro de botas, que &#233; feito com banana frita e queijo minas derretido.</p>

<p>N&#227;o deixe de reparar na arquitetura do lugar. A mob&#237;lia original muito bem conservada, o mezanino com o nome do restaurante, a cozinha ampla e arejada. Em especial, n&#227;o deixe de reparar na pia. Ela &#233; original, com acabamento de m&#225;rmore e tem ao seu lado uma inusitada escarradeira, talvez a &#250;ltima da cidade. Lembran&#231;a de um tempo em que era normal as pessoas &#8220;limparem a garganta&#8221; em p&#250;blico. No entanto, voc&#234; pode ir sossegado que o apetrecho continua l&#225;, mas n&#227;o &#233; mais utilizado por ningu&#233;m.</p>

<p><strong>Penafiel</strong><br />
Av. Senhor do Passos, 121<br />
Centro &#8211; Rio de Janeiro<br />
(21) 2224-6870</p>

]]></content:encoded>
		</item>

		
		<item rdf:about="http://www.janela.com.br/blogs/padilha?title=o_botequim_entra_no_ar&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">
			<title>A TV do Botequim entra no ar!</title>
			<link>http://www.janela.com.br/blogs/padilha?title=o_botequim_entra_no_ar&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
			<dc:date>2007-02-06T20:10:45Z</dc:date>
			<dc:creator>marcioehrlich</dc:creator>
			<dc:subject>Happy hour</dc:subject>
			<description>O Botequim do Padilha est&#225; come&#231;ando uma nova fase. 

A partir de agora, al&#233;m de encontrar com o nosso comentarista gastron&#244;mico Jos&#233; Raimundo Padilha atrav&#233;s dos seus textos brilhantes sobre o que h&#225; de melhor no circuito de bares e restaurantes do Rio de Janeiro -- e, algumas vezes, do mundo -- o leitor tamb&#233;m vai ter a oportunidade de dividir a mesa com ele, em v&#237;deos de dar &#225;gua na boca, dispon&#237;veis aqui no site e no YouTube.

Para come&#231;ar, a TV do Botequim do Padilha revisitou o Pav&#227;o Azul, tradicional bar-restaurante de Copacabana que serve -- o Padilha garante --, a melhor patanisca do Brasil.

Divirtam-se. E bom apetite.

Marcio Ehrlich
Editor</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Botequim do Padilha est&#225; come&#231;ando uma nova fase. </p>

<p>A partir de agora, al&#233;m de encontrar com o nosso comentarista gastron&#244;mico Jos&#233; Raimundo Padilha atrav&#233;s dos seus textos brilhantes sobre o que h&#225; de melhor no circuito de bares e restaurantes do Rio de Janeiro -- e, algumas vezes, do mundo -- o leitor tamb&#233;m vai ter a oportunidade de dividir a mesa com ele, em v&#237;deos de dar &#225;gua na boca, dispon&#237;veis aqui no site e no YouTube.</p>

<p>Para come&#231;ar, a TV do Botequim do Padilha revisitou o Pav&#227;o Azul, tradicional bar-restaurante de Copacabana que serve -- o Padilha garante --, a melhor patanisca do Brasil.</p>

<p>Divirtam-se. E bom apetite.</p>

<p><strong>Marcio Ehrlich</strong><br />
Editor</p>]]></content:encoded>
		</item>

		
		<item rdf:about="http://www.janela.com.br/blogs/padilha?title=title_6&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">
			<title>Pav&#227;o Azul</title>
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			<dc:date>2007-02-06T12:03:43Z</dc:date>
			<dc:creator>Padilha</dc:creator>
			<dc:subject>Almo&#231;o</dc:subject>
			<description>

Orgulho que trago comigo &#233; ser um turista gastron&#244;mico. Acredito que sabemos muito de um povo e de sua cultura atrav&#233;s da maneira como eles preparam sua comida. N&#227;o &#233; &#224; toa que a culin&#225;ria inglesa &#233; sem sal, a indiana &#233; picante e a italiana &#233; exagerada. Por isso &#233; que saio garimpando por a&#237; sabores que ainda n&#227;o experimentei.

N&#227;o faz muito tempo descobri um petisco t&#237;pico lisboeta chamado patanisca. Uma esp&#233;cie de bolinho de bacalhau feito sem batata, s&#243; com ovos, farinha e temperos, dif&#237;cil de encontrar aqui no Rio. Tive que ir de Botafogo at&#233; a Tijuca especialmente para conhecer a patanisca de Dona Natalina, do Caf&#233; e Bar Varnhagem, na pra&#231;a do mesmo nome.

Recentemente, no entanto, fui apresentado em Copacabana a uma patanisca que merece o t&#237;tulo de a melhor da cidade, no Pav&#227;o Azul, bar com quase 50 anos de exist&#234;ncia, que fica em frente da 12&#170; DP na Hil&#225;rio de Gouveia.  &#201; um daqueles botequins cariocas aut&#234;nticos, aconchegante e nada simpl&#243;rio, comandado com dedica&#231;&#227;o e carinho por duas irm&#227;s simpatiss&#237;ssimas, Vera e Bete, que se revezam cuidando de cada detalhe.



A patanisca que elas preparam &#233; espetacular, feita na hora a pedido do fregu&#234;s, e servida por unidade ou por&#231;&#227;o. Chegam douradas &#224; mesa e s&#227;o perfeitas. Crocantes por fora, suculentas e fumegantes por dentro. D&#225; para comer uma d&#250;zia brincando. Principalmente se acompanhadas do chopp, que &#233; muito bem tirado, ou cerveja, que est&#225; sempre gelada, Bohemia e Original. Se voc&#234; j&#225; conhece, deve estar concordando. Se n&#227;o conhece, espere s&#243; para ver como a patanisca do Pav&#227;o Azul &#233; gostosa.

O segredo com certeza est&#225; no tempero e na combina&#231;&#227;o dos ingredientes, que Vera e Bete n&#227;o revelam a ningu&#233;m. Esse &#233; o motivo da casa servir de 400 a 600 pataniscas todos os finais de semana. E olha que essa n&#227;o &#233; a &#250;nica atra&#231;&#227;o gastron&#244;mica de l&#225;. No quesito camar&#227;o, tem a empada, o pastel e o risoto que s&#227;o muit&#237;ssimo bem avaliados pela clientela que lota o local. E nos finais de semana, quando muitas fam&#237;lias v&#227;o ao Pav&#227;o Azul para almo&#231;ar, elas preparam uma rabada e um risoto de polvo que &#233; de chorar, segundo quem j&#225; comeu e &#233; fregu&#234;s.

O resto voc&#234; j&#225; sabe, &#233; se render ao clima comunit&#225;rio dos aut&#234;nticos botequins familiares onde todos s&#227;o seus melhores amigos de inf&#226;ncia, mesmo que nunca os tenha visto antes na vida.


Pav&#227;o Azul
Rua Hil&#225;rio de Gouveia, 71
(21) 2236-2381
Copacabana &#8211; Rio de Janeiro</description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="youtube center"><object type="application/x-shockwave-flash" style="width:425px; height:350px" data="http://www.youtube.com/v/TrJW9RUc1Tk"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TrJW9RUc1Tk" /></object></div>

<p>Orgulho que trago comigo &#233; ser um turista gastron&#244;mico. Acredito que sabemos muito de um povo e de sua cultura atrav&#233;s da maneira como eles preparam sua comida. N&#227;o &#233; &#224; toa que a culin&#225;ria inglesa &#233; sem sal, a indiana &#233; picante e a italiana &#233; exagerada. Por isso &#233; que saio garimpando por a&#237; sabores que ainda n&#227;o experimentei.</p>

<p>N&#227;o faz muito tempo descobri um petisco t&#237;pico lisboeta chamado patanisca. Uma esp&#233;cie de bolinho de bacalhau feito sem batata, s&#243; com ovos, farinha e temperos, dif&#237;cil de encontrar aqui no Rio. Tive que ir de Botafogo at&#233; a Tijuca especialmente para conhecer a patanisca de Dona Natalina, do Caf&#233; e Bar Varnhagem, na pra&#231;a do mesmo nome.</p>

<p>Recentemente, no entanto, fui apresentado em Copacabana a uma patanisca que merece o t&#237;tulo de a melhor da cidade, no Pav&#227;o Azul, bar com quase 50 anos de exist&#234;ncia, que fica em frente da 12&#170; DP na Hil&#225;rio de Gouveia.  &#201; um daqueles botequins cariocas aut&#234;nticos, aconchegante e nada simpl&#243;rio, comandado com dedica&#231;&#227;o e carinho por duas irm&#227;s simpatiss&#237;ssimas, Vera e Bete, que se revezam cuidando de cada detalhe.</p>

<p><img src="http://janela.com.br/blogs/media/padilha/pavaoazul.jpg" border="0" alt="Pav&#227;o Azul" /></p>

<p>A patanisca que elas preparam &#233; espetacular, feita na hora a pedido do fregu&#234;s, e servida por unidade ou por&#231;&#227;o. Chegam douradas &#224; mesa e s&#227;o perfeitas. Crocantes por fora, suculentas e fumegantes por dentro. D&#225; para comer uma d&#250;zia brincando. Principalmente se acompanhadas do chopp, que &#233; muito bem tirado, ou cerveja, que est&#225; sempre gelada, Bohemia e Original. Se voc&#234; j&#225; conhece, deve estar concordando. Se n&#227;o conhece, espere s&#243; para ver como a patanisca do Pav&#227;o Azul &#233; gostosa.</p>

<p>O segredo com certeza est&#225; no tempero e na combina&#231;&#227;o dos ingredientes, que Vera e Bete n&#227;o revelam a ningu&#233;m. Esse &#233; o motivo da casa servir de 400 a 600 pataniscas todos os finais de semana. E olha que essa n&#227;o &#233; a &#250;nica atra&#231;&#227;o gastron&#244;mica de l&#225;. No quesito camar&#227;o, tem a empada, o pastel e o risoto que s&#227;o muit&#237;ssimo bem avaliados pela clientela que lota o local. E nos finais de semana, quando muitas fam&#237;lias v&#227;o ao Pav&#227;o Azul para almo&#231;ar, elas preparam uma rabada e um risoto de polvo que &#233; de chorar, segundo quem j&#225; comeu e &#233; fregu&#234;s.</p>

<p>O resto voc&#234; j&#225; sabe, &#233; se render ao clima comunit&#225;rio dos aut&#234;nticos botequins familiares onde todos s&#227;o seus melhores amigos de inf&#226;ncia, mesmo que nunca os tenha visto antes na vida.</p>


<p><strong>Pav&#227;o Azul</strong><br />
Rua Hil&#225;rio de Gouveia, 71<br />
(21) 2236-2381<br />
Copacabana &#8211; Rio de Janeiro</p>]]></content:encoded>
		</item>

		
		<item rdf:about="http://www.janela.com.br/blogs/padilha?title=miam_miam&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">
			<title>Miam Miam</title>
			<link>http://www.janela.com.br/blogs/padilha?title=miam_miam&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
			<dc:date>2006-10-16T18:06:19Z</dc:date>
			<dc:creator>Padilha</dc:creator>
			<dc:subject>Happy hour</dc:subject>
			<description>http://www.miammiam.com.br Descrever o Miam Miam &#233; tarefa dif&#237;cil. Seria mistura de bar descolado com restaurante fashion? Ou blended de restaurante trendy com lounge bar? Voc&#234; decide. O fato &#233; que o lugar esbanja bom gosto e surpreende pela modernidade. A come&#231;ar pelo im&#243;vel, um casar&#227;o de 1890, tombado pelo Patrim&#244;nio Hist&#243;rico e decorado com mob&#237;lia original dos anos 50, 60 e 70. Al&#233;m de obras de arte, como os ursinhos prateados do artista pl&#225;stico Richard Gallo, que j&#225; estiveram na Bienal de S&#227;o Paulo. Detalhe: a casa foi resid&#234;ncia da av&#243; da propriet&#225;ria, a chef Roberta Ciasca, que largou a carreira de marketing pelas panelas da escola francesa Le Cordon Bleu.



O amplo sal&#227;o de p&#233;-direito alt&#237;ssimo &#233; dividido em dois ambientes. Logo na entrada, de frente para a rua, fica um confort&#225;vel lounge com sof&#225;s, poltronas e mesinhas de centro, onde voc&#234; pode se esparramar com amigos e apreciar os drinks e aperitivos que fazem sucesso por l&#225;. Minha dica &#233; o mojito, muito bem preparado, com vodka Absolut. Ou ainda a estimulante caipivodka de uva com gengibre. Para acompanhar, pe&#231;a os famosos rolinhos de rosbife com parmes&#227;o e r&#250;cula. Ou as bolinhas de soja com molho de iogurte e hortel&#227;. Op&#231;&#245;es light e bem saborosas. Tem tamb&#233;m um vatapazinho (&#233; assim mesmo que se escreve) aperitivo, para ser comido sobre pequenos discos de tapioca, como um canap&#233;.



Atr&#225;s do lounge ficam as mesas do restaurante, todas com p&#233; palito, tampo de f&#243;rmica e acabamento em alum&#237;nio, t&#237;picas das cozinhas brasileiras. Outro requinte do Miam Miam &#233; que todos os m&#243;veis est&#227;o &#224; venda, por conta de parceria com a loja de antig&#252;idades Hully Gully. Gostou da poltrona? &#201; s&#243; pedir que mandam entregar na sua casa. Tem at&#233; um card&#225;pio de mob&#237;lia, com a descri&#231;&#227;o dos m&#243;veis e seus respectivos pre&#231;os. Mas fique tranq&#252;ilo, a comida &#233; bem menos salgada.



A comida &#233; outro diferencial do Miam Miam (que, em franc&#234;s, significa nham-nham). A cozinha da chef Roberta faz comfort food, que &#233; a tradu&#231;&#227;o dos antigos sabores caseiros para a alta culin&#225;ria moderna dos restaurantes. Segundo ela, uma &#8220;leitura sofisticada de ingredientes simples&#8221;. Meu prato favorito, e de uma legi&#227;o de f&#227;s, &#233; a moqueca de peixe e camar&#227;o ao curry com arroz de coco, que vem numa tigela. Um espet&#225;culo. Eu recomendo j&#225; com &#225;gua na boca. E para encerrar, se quiser sobremesa, experimente o crepe de goiaba com calda de queijo.

Voc&#234; pode ir ao Miam Miam apenas para beber e beliscar no lounge, ou ir s&#243; para jantar. O legal &#233; fazer os dois. Se instale no lounge, pe&#231;a uma bebida e uma entradinha. Assim voc&#234; ganha tempo para escolher calmamente o que vai jantar em seguida. Combine com o gar&#231;on para ele aprontar uma mesa e chamar voc&#234; quando o prato for servido.


Miam Miam
Rua G&#243;es Monteiro, 34
Botafogo &#8211; Rio de Janeiro
(21) 2244-0125</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.miammiam.com.br">http://www.miammiam.com.br</a></p><p>Descrever o Miam Miam &#233; tarefa dif&#237;cil. Seria mistura de bar descolado com restaurante fashion? Ou blended de restaurante trendy com lounge bar? Voc&#234; decide. O fato &#233; que o lugar esbanja bom gosto e surpreende pela modernidade. A come&#231;ar pelo im&#243;vel, um casar&#227;o de <strong>1890</strong>, tombado pelo Patrim&#244;nio Hist&#243;rico e decorado com mob&#237;lia original dos anos 50, 60 e 70. Al&#233;m de obras de arte, como os ursinhos prateados do artista pl&#225;stico Richard Gallo, que j&#225; estiveram na Bienal de S&#227;o Paulo. Detalhe: a casa foi resid&#234;ncia da av&#243; da propriet&#225;ria, a chef Roberta Ciasca, que largou a carreira de marketing pelas panelas da escola francesa <strong>Le Cordon Bleu</strong>.</p>

<p><img src="http://janela.com.br/blogs/media/padilha/miammiam08.jpg" border="0" alt="" /></p>

<p>O amplo sal&#227;o de p&#233;-direito alt&#237;ssimo &#233; dividido em dois ambientes. Logo na entrada, de frente para a rua, fica um confort&#225;vel lounge com sof&#225;s, poltronas e mesinhas de centro, onde voc&#234; pode se esparramar com amigos e apreciar os drinks e aperitivos que fazem sucesso por l&#225;. Minha dica &#233; o <strong>mojito</strong>, muito bem preparado, com vodka Absolut. Ou ainda a estimulante caipivodka de uva com gengibre. Para acompanhar, pe&#231;a os famosos rolinhos de rosbife com parmes&#227;o e r&#250;cula. Ou as bolinhas de soja com molho de iogurte e hortel&#227;. Op&#231;&#245;es light e bem saborosas. Tem tamb&#233;m um vatapazinho (&#233; assim mesmo que se escreve) aperitivo, para ser comido sobre pequenos discos de tapioca, como um canap&#233;.</p>

<p><img src="http://janela.com.br/blogs/media/padilha/miammiam09.jpg" border="0" alt="" /></p>

<p>Atr&#225;s do lounge ficam as mesas do restaurante, todas com p&#233; palito, tampo de f&#243;rmica e acabamento em alum&#237;nio, t&#237;picas das cozinhas brasileiras. Outro requinte do Miam Miam &#233; que todos os m&#243;veis est&#227;o &#224; venda, por conta de parceria com a loja de antig&#252;idades Hully Gully. Gostou da poltrona? &#201; s&#243; pedir que mandam entregar na sua casa. Tem at&#233; um <strong>card&#225;pio de mob&#237;lia</strong>, com a descri&#231;&#227;o dos m&#243;veis e seus respectivos pre&#231;os. Mas fique tranq&#252;ilo, a comida &#233; bem menos salgada.</p>

<p><img src="http://janela.com.br/blogs/media/padilha/miammiam07.jpg" border="0" alt="" /></p>

<p>A comida &#233; outro diferencial do Miam Miam (que, em franc&#234;s, significa <strong>nham-nham</strong>). A cozinha da chef Roberta faz <strong>comfort food</strong>, que &#233; a tradu&#231;&#227;o dos antigos sabores caseiros para a alta culin&#225;ria moderna dos restaurantes. Segundo ela, uma &#8220;leitura sofisticada de ingredientes simples&#8221;. Meu prato favorito, e de uma legi&#227;o de f&#227;s, &#233; a moqueca de peixe e camar&#227;o ao curry com arroz de coco, que vem numa tigela. Um espet&#225;culo. Eu recomendo j&#225; com &#225;gua na boca. E para encerrar, se quiser sobremesa, experimente o crepe de goiaba com calda de queijo.</p>

<p>Voc&#234; pode ir ao Miam Miam apenas para beber e beliscar no lounge, ou ir s&#243; para jantar. O legal &#233; fazer os dois. Se instale no lounge, pe&#231;a uma bebida e uma entradinha. Assim voc&#234; ganha tempo para escolher calmamente o que vai jantar em seguida. Combine com o gar&#231;on para ele aprontar uma mesa e chamar voc&#234; quando o prato for servido.</p>


<p><strong>Miam Miam</strong><br />
Rua G&#243;es Monteiro, 34<br />
Botafogo &#8211; Rio de Janeiro<br />
(21) 2244-0125</p>]]></content:encoded>
		</item>

		
		<item rdf:about="http://www.janela.com.br/blogs/padilha?title=astor&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">
			<title>Astor</title>
			<link>http://www.janela.com.br/blogs/padilha?title=astor&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1</link>
			<dc:date>2006-10-11T11:28:19Z</dc:date>
			<dc:creator>Padilha</dc:creator>
			<dc:subject>Happy hour</dc:subject>
			<description>Chegou a vez de falar de S&#227;o Paulo aqui no Botequim. Sim, porque foi-se o tempo em que a Terra da Garoa parecia perder para a supremacia inquestion&#225;vel dos bares cariocas. Digo &#8220;parecia&#8221; porque S&#227;o Paulo sempre teve bares tradicional&#237;ssimos, como Bar Leo, Pandoro, Amigo Leal, Bar Brahma. E cresceu muito nesta &#225;rea. Importou a decora&#231;&#227;o e o astral dos botequins cariocas, melhorou o chopp, diversificou o card&#225;pio, caprichou na higiene e colocou manobristas na porta. O resultado foram bares com menos de 10 anos, que j&#225; abriram como cl&#225;ssicos: Posto 6, Filial, Gen&#233;sio, Salve Jorge.

O maior exemplo &#233; o Astor, na Vila Madalena. Sucesso criado por 5 amigos que haviam aberto antes os imbat&#237;veis Original e Piraj&#225;, precursores da tend&#234;ncia paulista de bares com cara de botequins cariocas da d&#233;cada de 50. No Astor, eles se superaram. Nenhum detalhe foi esquecido para fazer voc&#234; se sentir no melhor bar da sua vida. A come&#231;ar pela alma do botequim: os gar&#231;ons. Todos s&#227;o descolad&#237;ssimos e formam uma sele&#231;&#227;o t&#227;o entrosada que at&#233; os reservas s&#227;o, no m&#237;nimo, como aqueles gar&#231;ons que todo mundo conhece pelo nome.

Na decora&#231;&#227;o, piso hidr&#225;ulico, vidro bisotado, cartazes lambe-lambe, r&#233;plicas de lumin&#225;rias antigas e um balc&#227;o de madeira maci&#231;a talhada e m&#225;rmore, que foi trazido diretamente de um antiqu&#225;rio nos Estados Unidos. H&#225; dois sal&#245;es, um amplo no t&#233;rreo, e um menor no andar de baixo, onde ficam os banheiros, sempre impec&#225;veis. At&#233; quando vai tirar &#225;gua do joelho, o sujeito tem som ambiente. Sem falar dos monitores de plasma, que entret&#234;m os clientes com mensagens dos patrocinadores.



Mas este parque tem&#225;tico para boemios n&#227;o estaria completo sem uma cozinha de primeira qualidade. E n&#227;o tem o que se pe&#231;a no Astor que n&#227;o seja, no m&#237;nimo, excelente. Para petisco, os campe&#245;es s&#227;o os deliciosos bolinhos de arroz e os surpreendentes croquetes de mortadela. Cerati, claro. Imperd&#237;veis. No quesito sandu&#237;ches, o fil&#233; com queijo Palmira quente &#233; &#243;timo. Se a fome apertar, meu favorito &#233; o picadinho Astor, com arroz, feij&#227;o, farofa, pastel, ovo poch&#233; e banana &#224; milaneza.

Acompanhando tudo, o insuper&#225;vel chopp Brahma da casa, considerado o melhor de S&#227;o Paulo h&#225; anos. Do jeito que os paulistas mais gostam: espuma densa e branca por cima de um l&#237;quido dourado e cristalino, estupidamente gelado.

Pois &#233;, meu amigo. S&#227;o Paulo pode n&#227;o ter praia. Mas tem o Astor.


Astor
Rua Delfina, 163
Vila Madalena &#8211; S&#227;o Paulo
(11) 3815-1364</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou a vez de falar de S&#227;o Paulo aqui no Botequim. Sim, porque foi-se o tempo em que a Terra da Garoa parecia perder para a supremacia inquestion&#225;vel dos bares cariocas. Digo &#8220;parecia&#8221; porque S&#227;o Paulo sempre teve bares tradicional&#237;ssimos, como <strong>Bar Leo, Pandoro, Amigo Leal, Bar Brahma</strong>. E cresceu muito nesta &#225;rea. Importou a decora&#231;&#227;o e o astral dos botequins cariocas, melhorou o chopp, diversificou o card&#225;pio, caprichou na higiene e colocou manobristas na porta. O resultado foram bares com menos de 10 anos, que j&#225; abriram como cl&#225;ssicos: <strong>Posto 6, Filial, Gen&#233;sio, Salve Jorge</strong>.</p>

<p><img src="http://janela.com.br/blogs/media/padilha/astor001.jpg" border="0" alt="" align="left" />O maior exemplo &#233; o <strong>Astor</strong>, na Vila Madalena. Sucesso criado por 5 amigos que haviam aberto antes os imbat&#237;veis <strong>Original</strong> e <strong>Piraj&#225;</strong>, precursores da tend&#234;ncia paulista de bares com cara de botequins cariocas da d&#233;cada de 50. No Astor, eles se superaram. Nenhum detalhe foi esquecido para fazer voc&#234; se sentir no melhor bar da sua vida. A come&#231;ar pela alma do botequim: os gar&#231;ons. Todos s&#227;o descolad&#237;ssimos e formam uma sele&#231;&#227;o t&#227;o entrosada que at&#233; os reservas s&#227;o, no m&#237;nimo, como aqueles gar&#231;ons que todo mundo conhece pelo nome.</p>

<p>Na decora&#231;&#227;o, piso hidr&#225;ulico, vidro bisotado, cartazes lambe-lambe, r&#233;plicas de lumin&#225;rias antigas e um balc&#227;o de madeira maci&#231;a talhada e m&#225;rmore, que foi trazido diretamente de um antiqu&#225;rio nos Estados Unidos. H&#225; dois sal&#245;es, um amplo no t&#233;rreo, e um menor no andar de baixo, onde ficam os banheiros, sempre impec&#225;veis. At&#233; quando vai tirar &#225;gua do joelho, o sujeito tem som ambiente. Sem falar dos monitores de plasma, que entret&#234;m os clientes com mensagens dos patrocinadores.</p>

<p><img src="http://janela.com.br/blogs/media/padilha/astor02b.jpg" border="0" alt="" /></p>

<p>Mas este parque tem&#225;tico para boemios n&#227;o estaria completo sem uma cozinha de primeira qualidade. E n&#227;o tem o que se pe&#231;a no Astor que n&#227;o seja, no m&#237;nimo, excelente. Para petisco, os campe&#245;es s&#227;o os deliciosos <strong>bolinhos de arroz</strong> e os surpreendentes <strong>croquetes de mortadela</strong>. Cerati, claro. Imperd&#237;veis. No quesito sandu&#237;ches, o fil&#233; com queijo Palmira quente &#233; &#243;timo. Se a fome apertar, meu favorito &#233; o <strong>picadinho Astor</strong>, com arroz, feij&#227;o, farofa, pastel, ovo poch&#233; e banana &#224; milaneza.</p>

<p>Acompanhando tudo, o insuper&#225;vel chopp Brahma da casa, considerado o melhor de S&#227;o Paulo h&#225; anos. Do jeito que os paulistas mais gostam: espuma densa e branca por cima de um l&#237;quido dourado e cristalino, estupidamente gelado.</p>

<p>Pois &#233;, meu amigo. S&#227;o Paulo pode n&#227;o ter praia. Mas tem o Astor.</p>


<p><strong>Astor</strong><br />
Rua Delfina, 163<br />
Vila Madalena &#8211; S&#227;o Paulo<br />
(11) 3815-1364</p>]]></content:encoded>
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