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Marcio Ehrlich é carioca e canceriano com ascendente em Gemeos e Lua em Peixes.  
 

23.07.09

Unibanco força 1/3 de seus clientes a usar a Microsoft

O Internet Explorer é o único browser homologado pelo Unibanco, me explicou o atendimento da área de sistema do banco, para justificar a dificuldade que eu estava tendo de acessar a minha conta jurídica pela Internet usando o Firefox.
Na contramão do mercado, o Unibanco não deve ter percebido que o software da Microsoft já não é o único na preferência dos usuários. As pesquisas mostram que 32,6% dos internautas, atualmente, preferem outros navegadores, como Firefox, Safari, Opera e Chrome. Isso corresponde praticamente a um entre cada três usuários.
Neste bolo, o Firefox fica com 21%. Ou seja, um entre cada cinco.
Lançar uma aplicação na Internet sem considerar a realidade dos seus clientes explica um pouco as razões para os sucessivos fracassos do Unibanco na disputa pelo mercado, que estão levando o banco ao caminho do desaparecimento, engulido, como muitos analistas prevêem, pela marca do Itaú.
Não deixa de ser um bom alerta para outras empresas que querem que seus clientes acessem seus dados pela Internet.


19.06.09

Divulguem esta ideia: Vamos trazer a Fórmula Fota para o Rio!

Já que São Paulo tem a F1, vamos trazer para o Rio a nova Fórmula da Fota.
Lancei esta ideia no meu Twitter e estou trazendo para cá a campanha.
A oportunidade é essa de reativar o Autódromo de Jacarepaguá. Mandem e-mail para o prefeito Eduardo Paes (eduardopaes@pcrj.rj.gov.br) e para os vereadores da nossa Câmara Municipal, defendendo a ideia.
Interlagos renovou com a FIA até 2014. Ótimo para São Paulo.
Que a nova prova do automobilismo mundial, então, venha para Jacarepaguá!
É bom para a cidade. É bom para todos nós, cariocas.


03.06.09

Links patrocinados do Google, um risco de mau-gosto
Link Patrocinado do Google no Globo

Vender passagens da Varig aproveitando a notícia do acidente da Air France é uma coisa que, a gente tem certeza, o marketing da Gol jamais faria conscientemente.
Mas acabou fazendo esta semana por usar o serviço de Links Patrocinados do Google, que entra no rodapé de todas as notícias do site do jornal O Globo.
O serviço pretende ser inteligente, ao escolher os anúncios publicados de acordo com o assunto da matéria. Mas não é inteligente ao ponto de analisar se -- por conta do tom da matéria -- a associação poderá ser vista como de mau-gosto.
A máquina identificou "aviação" no texto, automaticamente colocou embaixo os anúncios de ofertas da Varig.
Esta quarta-feira, mesmo, no rodapé de uma notícia sobre o atropelamento de um idoso na Gávea, o Google também não pensou duas vezes: tascou lá um anúncio sobre o Plano de Saúde da Unimed-RJ.
Que, aliás, o pobre do sujeito não vai poder usar, porque morreu no local.


20.03.09

Por que as crianças brasileiras são tão canastronas?

Se até as crianças indianas conseguem trabalhar direito (como a gente está vendo aí no filme "Quem quer ser um milionário?"), por que diabos, historicamente, as brasileiras que fazem comerciais precisam soar tão falsas e canastronas?
Será proposital, porque o público brasileiro gosta de atores canastrões? Serão inadequados, os roteiros dos comerciais com crianças? Os diretores de comerciais brasileiros não sabem dirigir crianças? Ou os clientes é que estão forçando a contratação dos seus netinhos?
Esse menino do comercial do Vanish, por exemplo, que entra em tudo quanto é break da Net afirmando "precisamos vencer esse Vanish": a canastrice será proposital?
E olha que o problema não é novo. Há mais de 20 anos, o colunista José Roberto Penteado -- pai da nossa companheira de blogs Claudia Penteado -- propunha a criação do Prêmio Herodes "para a criança mais mal-dirigida e antipática em comerciais de TV."
Parece que está bem na hora de levar a idéia a sério. Quem quer ser do júri?


02.12.08

Réquiem de amor e ódio pela Tribuna da Imprensa

Foi onde começou a Janela Publicitária, há 31 anos. E hoje fechou as portas por falta de dinheiro para pagar seus funcionários.
A Tribuna é um jornal pelo qual tenho uma relação de amor e ódio.
Foi lá que pisei numa redação pela primeira vez, em outubro de 1969, para assinar a tira diária de quadrinhos "Sir Lancelot". Acabei sendo ilustrador, secretário gráfico, editor de cultura e colunista.
Aprendi muito sobre comunicação na Tribuna da Imprensa. E sobre a realidade brasileira, ao enfrentar a censura e ser chamado para depor no DOPS pelo conteúdo dos meus quadrinhos.
Mas nunca perdoei a traição feita pelo editor Hélio Fernandes Filho, em maio de 1985, para atingir a agência SGB, num episódio que levou à mudança da Janela Publicitária para o Monitor Mercantil.
Irritado porque a SGB não havia incluído a Tribuna na programação dos anúncios do Ponto Frio, Helinho plantou, no meio da Janela -- como se tivesse sido assinada pelos colunistas, Marcia Brito e eu -- uma nota dizendo que o Ponto Frio estava pensando em tirar a conta da agência por insatisfação com os resultados da sua nova campanha.
Na sexta-feira, tradicional data de publicação da Janela, antes mesmo de comprarmos o jornal na banca, já recebemos uma ligação irada do diretor da SGB, Arthur Bernstein, cobrando o assunto.
Após 8 anos, aquela foi a última Janela Publicitária publicada na Tribuna da Imprensa. No mesmo dia pedimos demissão e enviamos uma carta ao mercado comunicando nossa "não concordância com os objetivos da nova direção comercial daquele veículo".
Nunca escrevi nada sobre este caso. Mas 23 anos não foram suficientes para que eu anistiasse o jornal, que até hoje se diz vítima da ditadura militar, mas não soube agir dignamente neste pequeno momento da sua própria história.


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