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Bruno Granato: Tecnologia nova nem sempre facilita a vida do consumidor

Bruno Granato
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O simples fato de liberar o usuário de gastar crédito no seu celular para marcar uma consulta permitiu à Policlínica Granato um incremento de 20% nos seus números de atendimento, com cerca de 1.000 novas consultas agendadas por mês. A implementação de um sistema de “me liga” — aparentemente prosaico — foi a solução defendida pelo publicitário Bruno Granato, da agência Campana, para o cliente.

Em conversa com a Janela, Bruno lembrou que, para um segmento significativo da população brasileira, a simples proposta de fazer o usuário instalar mais um app no seu celular — como muitas empresas estão fazendo atualmente — pode ser um complicador, pelo espaço que ele vai ocupar na memória do aparelho. Além disso, quem depende de planos pré-pagos pensa sempre duas vezes se tiver que fazer uma ligação telefônica até mesmo para marcar uma consulta médica.

O sistema de "Me liga" em funcionamento no site da Policlínica Granato.
O sistema de “Me liga” em funcionamento no site da Policlínica Granato.

O diretor da Campana preferiu atuar no ambiente do cliente. Além de informar o telefone normal pelo site, a Policlínica passou a disponibilizar um número de WhatsApp e um pequeno formulário em que o usuário apenas informa seu nome, e-mail e telefone, que a empresa programa automaticamente em seu sistema a ligação de volta.

Para Bruno Granato, estamos vivendo um momento do mercado em que as agências digitais precisam questionar se realmente as tecnologias — mesmo as inovadoras — é que vão solucionar o problema do cliente. De acordo com ele, o profissional da área digital também precisa conhecer bem o público de seu cliente. Ele recomenda métodos de planejamento como a chamada “jornada do consumidor”, na qual você toma como base os hábitos diários do público. Foi acompanhando como age o cliente da Policlínica Granato — voltada para o segmento popular — que a Campana se deu conta que seria melhor — e até mais barato para o cliente — usar uma ferramente como a de call-back, que já existia no mercado.

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Marcio Ehrlich

Jornalista, publicitário e ator eventual. Escreve sobre publicidade desde 15 de julho de 1977, com passagens por jornais, revistas, rádios e tvs como Tribuna da Imprensa, O Globo, Última Hora, Jornal do Commercio, Monitor Mercantil, Rádio JB, TV S e TV E.
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